Vânia Casado
De Curitiba
O governo descartou a remoção dos estoques de milho do Centro-Oeste para o Paraná, como queriam os criadores de aves e suínos, que estão pagando até R$ 15,00 a saca de milho. O diretor de Abastecimento do Ministério da Agricultura, Vilmondes Olegário da Silva, disse ontem, em Curitiba, que os estoques de milho do governo estão no fim e a perspectiva é chegar com estoques zero até a entrada da próxima safra.
O governo não tem mais condição de fazer leilões de milho para mexer com o mercado e reduzir preços. Está apenas administrando o que resta dos estoques para evitar o desabastecimento total. Alertou que para o ano que vem, a situação tende a se agravar porque o consumo está aumentando numa proporção maior que a produção, que além de tudo está sendo prejudicada pela estiagem que não era esperada.
Vilmondes Olegário participou de uma reunião organizada pela Seab com representantes dos criadores e produtores. Ele informou que o governo está trabalhando em duas frentes para evitar o desabastecimento. De um lado administra os estoques para conseguir atender as vendas em balcão até a entrada da próxima safra. De outro lado está flexibilizando as regras de importação e antecipou que as grandes indústrias já estão se posicionando com a compra de milho na Argentina e nos Estados Unidos.

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