Curitiba Dos 399 municípios do Paraná, apenas 40 estão prestes a serem enquadrados no Reluz, um programa mantido pelo governo federal que financia a troca de lâmpadas por outras mais baratas e eficientes na iluminação pública. O programa, criado pela Eletrobrás em junho de 1999, tem vida útil até dezembro deste ano, com a previsão total de R$ 1 bilhão em investimentos. Mas poucos prefeitos do Paraná conhecem o programa.
Com o Reluz, os municípios podem economizar até 40% com despesas de manutenção da iluminação pública. O programa visa basicamente a substituição de lâmpadas de vapor de mercúrio por outras de vapor de sódio. Segundo especialistas, uma lâmpada de vapor de sódio de 70 watts de potência produz a mesma eficiência em termos de iluminação que uma lâmpada de vapor de mercúrio com 125 watts de potência.
O programa garante ainda a instalação de equipamentos mais eficientes como redutores temporizados de potência. O equipamento reduz a potência da lâmpada a partir da meia-noite e por isso resulta em redução de custos para as prefeituras. O Reluz financia a troca de lâmpadas em até 75% do valor total do projeto, sendo que as prefeituras e concessionária de energia entram com uma contrapartida de 25%. O financiamento tem carência de 24 meses e o contrato deve ser quitado com prazo de pagamento de cinco anos, com juros de 5% ao ano.
Em todo o Brasil, 1.863 municípios manifestaram interesse em aderir ao programa. Desse total, 1.413 estão em fase de contratos em execução e 447 foram aprovados tecnicamente pela Eletrobrás, que administra o programa através do Procel Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica. Só em Minas Gerais, onde a Cemig Centrais Elétricas do Estado de Minas Gerais abraçou o programa, cerca de 776 municípios aderiram ao programa. Em São Paulo, 275 municípios aderiram, conforme informa a assessoria de imprensa da Eletrobrás.
Para o engenheiro elétrico e consultor Ivo Pugnaloni, sócio-proprietário da empresa Enercons, de Curitiba, o grande problema da Copel é a falta de interesse da estatal em divulgar e intermediar convênios das prefeituras com o governo federal. Ele calcula que o retorno da contrapartida da prefeitura pode ocorrer em até 27 meses. Pugnaloni atribui a falta de interesse da Copel em divulgar o Reluz para os municípios ao fato de a estatal também ter um programa nesse sentido.''Só que o programa da Copel é bem menos atrativo'', avalia.
A Copel oferece a troca apenas das lâmpadas de mercúrio de 400 watts por lâmpadas de sódio de 250 watts de sódio. ''Mas essa lâmpada é pouco usada no sistema de iluminação pública dos municípios paranaenses'', diz Pugnaloni. Segundo ele, esse programa, apesar de gratuito e de não exigir contrapartida dos municípios, representa pouca economia para as prefeituras.
Consultada, a Eletrobrás isenta a Copel da tarefa de divulgação do programa federal, mas admite que a forte adesão ao Reluz em Minas Gerais se deve ao empenho da Cemig na divulgação do programa junto aos prefeitos.
Segundo a Eletrobrás, a divulgação do Reluz é feita em eventos, como congressos, seminários, exposições regionais voltados para os municípios e para o setor elétrico e em reuniões setoriais para a apresentação do Programa, mediante solicitações específicas de concessionárias ou dos municípios. A Eletrobrás entende ser este o melhor processo de divulgação do Reluz, pois atinge diretamente o público-alvo e permite que prefeitos e distribuidoras de energia tirem diretamente todas as dúvidas para a adesão ao programa.

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