Paraná mostra seu sabor na França
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terça-feira, 09 de agosto de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba Resgatar o sabor da infância. Essa foi a razão que fez com que o empresário Ildo Dal Sasso, de Rolândia (25 quilômetros a oeste de Londrina), saísse do ramo da indústria textil e, há três anos, começasse a produzir artesanalmente conservas de legumes e geléias. ''Eu e minha mulher fazemos os produtos extamente da mesma da maneira que nossas avós faziam. Quando éramos crianças constumávamos ajudá-las a fazer as conservas e assim aprendemos'', conta Sasso. Agora a receita da avó vai para a França. Dezesseis empresas paranaenses estão apresentando esta semana seus produtos, todos naturais ou orgânicos, na semana dedicada ao Estado durante as comemorações do Ano do Brasil na França, em Paris.
Erva mate, chás em sachê e prontos, conservas doces e salgadas, compotas, geléias, cachaça, açucar mascavo orgânico, banana passa, seda e até comsméticos. Esses são os produtos que o Paraná estará apresentando até domingo em Paris, paralelamente com diversos eventos culturais. ''A intenção é incentivar a pequena e média empresa a aumentar as exportações e sinalizar onde tem mercado para os produtos que são feitos no Paraná. E detectamos que a França tem uma demanda para estes produtos'', explica o coordenador para assuntos internacionais da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Santiago Gallo. Além de abrir a oportunidade aos pequenos industriais, o governo do Estado bancou o enviou dos produtos à Europa.
Essa é a primeira experiência que Sasso faz, comercialmente, com exportação. ''Nosso foco é o Brasil. Mas começamos o negócio pensando em atingir o mercado externo também'', conta. Diferende de Sasso, o Engenho Terra Vermelha, de Assaí (36 quilômetros a leste de Londrina), já nasceu, há cinco anos, pensando em exportar. Por isso está indo à França buscar novos mercados. ''Nossa cachaça é 100% orgânica e por isso tem uma aceitação muito grande fora do Brasil. Por enquanto mandamos para os Estados Unidos e para a Alemanha, mas queremos chegar em toda a Europa'', afirma o gerente comercial da empresa, Daniel Marcos Wilkenfeld. ''Mais para frente pretendemos começar a produzir açúcar mascavo orgânico para exportação'', completa.
''O povo europeu se preocupa mais com a qualidade de vida. Por isso lá tem uma demanda maior para os produtos orgânicos e naturais'', exxplica Gallo para justificar a escolha deste segmento de empresas. E, mesmo quem trabalha com produtos que não são tradicionalmente consumidos na Europa está se adptando para exportar. É o caso da empresa Chá Mate Triunfo, produtora de chimarrão, de São João do Triunfo (sul do Estado). ''Enviamos as folhas da erva mate para infusão. Isso porque mandar a erva para chimarrão para lá não faria sentido. Então mudamos o produto'', explica a gerente de exportação da empresa, Kátia Kobata. A Triunfo formece erva mate a diversas empresas há mais de 50 anos, porém só começou a industrializar e vender o produto no final do ano passado.


