Curitiba Os setores de biotecnologia, indústria alimentar e energia renovável são as áreas portadoras de futuro no Paraná. Eles foram indicados como estratégicos em um estudo de prospecção realizado pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná em 2005.
A intenção do estudo foi analisar o futuro da indústria paranaense e identificar os setores de atividades e áreas com potencial para puxar o desenvolvimento do Estado, colocando-o em posição competitiva no âmbito internacional num horizonte de dez anos.
O presidente da Fiep, Rodrigo Costa da Rocha Loures, disse que, com o estudo que foi intitulado de ''Setores Portadores de Futuro para o Paraná'', será possível identificar em cada região do Estado quais são os setores com mais possibilidades de desenvolvimento.
''O Paraná passa a ter referência clara de onde aplicar os recursos'', afirmou. Segundo ele, com isso, é possível aproveitar melhor as oportunidades de investimento. Loures acredita que o estudo servirá ainda para induzir políticas públicas e a criação de parques tecnológicos. O objetivo é fomentar uma rede com seis parques tecnológicos no Estado.
Segundo Loures, uma estimativa do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea) mostra que 1,7% das 72 mil indústrias do País são inovadoras e, destas, 170 são inovadoras com projetos voltados para o mercado internacional. Apesar de não ter os números precisos de empresas com esta característica no Estado, ele disse que o Paraná é o segundo no ranking perdendo apenas para São Paulo.
Para fomentar ainda mais o número de empresas inovadoras no Estado, ele acredita serem necessárias linhas de financiamento, projetos regionais e a instalação de parques tecnológicos. No Brasil, a meta é dobrar as aplicações em pesquisa e desenvolvimento em oito anos. No Paraná, a meta é triplicar o número de indústrias inovadoras até 2010. ''Se não tivermos pressa vamos ser atropelados pela China que quer converter o Brasil em fornecedor de matéria-prima'', destacou. Ele lembrou que, hoje, o grande competidor da China em produtos manufaturados é o Brasil. E defendeu que o Brasil deveria mudar a política econômica voltada para pagar juros, para viabilizar uma política industrial.
O estudo da Fiep foi realizado pelo Observatório de Prospecção e Difusão de Tecnologia do Senai em cooperação técnico-científica com a Fundação OPTI (Observatório de Prospectiva Tecnológica Industrial), da Espanha. A entidade realizou estudos sobre a economia e a indústria do Paraná e de seis mesorregiões (Região Metropolitana de Curitiba, Norte Central, Centro Oriental, Centro Ocidental, Oeste e Sudoeste).

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