Agência Folha e Editoria
O Paraná continua em quinto lugar no ranking do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o Produto Interno Bruto, mas sua participação no PIB nacional subiu de 5,92% em 1985 para 6,07% em 1997. São Paulo, o Estado mais rico do País, perdeu posição, passando de 36,12% para 35,48%.
Os números do PIB estadual divulgados ontem pelo IBGE mostram que, ainda assim, a economia paulista é igual a mais de três vezes a segunda colocada no ranking do País, a do Rio de Janeiro, com peso de 11,22%. No período do levantamento feito pelos Estados, sob a coordenação do IBGE, a economia do Rio encolheu mais que a de São Paulo, perdendo 1,48 ponto percentual em relação à posição de 85 (12,70% do PIB).
A queda na posição relativa do Rio foi acompanhada por um crescimento da de Minas Gerais, cuja participação no PIB passou de 9,61% em 85 para 10,01% em 97, ameaçando a posição do Rio.
Segundo Eduardo Nunes, coordenador do Projeto de Contas Regionais do Departamento de Contas Nacionais do IBGE, a perda de posição do Rio é explicada, principalmente, pela queda nos preços do petróleo, do qual o Estado é o maior produtor nacional, no período em análise. A alta dos preços do petróleo verificada este ano só se refletirá nas contas do Rio quando for medido o PIB de 1999.
Já os casos de São Paulo e de Minas Gerais são explicados pelo processo de desconcentração da produção no País. Mesmo tendo registrado aumento da sua participação relativa, Minas sofre perdas com a queda no valor do ferro.
O petróleo aparece ainda como principal explicação para a perda de posição relativa da Bahia e Sergipe. O peso da Bahia caiu de 5,35% para 4,25% do PIB nacional. Já o peso da economia sergipana caiu de 0,92% para 0,56% em 1997. Em ambos os Estados, a produção de petróleo está em decadência.
Dos Estados que aumentaram seus pesos na composição do PIB, o número mais significativo é o de Mato Grosso, que por causa da agricultura, passou de 0,69% para 1,07% em 97.

mockup