São Paulo O governo do Paraná vai limitar os juros dos empréstimos bancários feitos ao funcionalismo estadual. O secretário da Administração do Paraná, Reinhold Stephanes, disse que os bancos não poderão cobrar mais do 3,2% ao mês nos empréstimos com desconto em folha concedidos para o funcionalismo estadual.
A limitação da taxa de juros cobrada dos servidores fará parte de uma resolução, que deve ser publicada até o final de novembro.
A decisão do governo do Paraná foi tomada depois do Planalto regulamentar por medida provisória (MP) o empréstimo com desconto em folha dos trabalhadores com carteira assinada.
No acordo fechado ontem entre a CUT e 11 bancos foi definido que as instituições vão cobrar juros de 1,75% a 2,6% ao mês de trabalhadores sindicalizados.
As taxas vão variar de acordo com o prazo de pagamento, perfil de risco do trabalhador e de seu empregador.
Essas taxas são válidas para trabalhadores que concordarem em usar as verbas rescisórias como garantia de pagamento. Caso contrário, a taxa variará de 1,85% a 2,8% ao mês. Para os não-sindicalizados, as taxas de juros vão variar de 2% a 3,3% ao mês. No Paraná, os bancos chegam a cobrar 4,7% ao mês de juros nas operações de empréstimos com desconto em folha.
O limite de juro estabelecido no governo anterior e mantido até agora é de 5% ao mês.
Stephanes disse que é necessário fazer um novo corte de juro, pois a consecutiva queda da Selic derrubou os juros bancários.
Das 23 instituições entre bancos e financeiras credenciadas a emprestar dinheiro aos servidores do Paraná, pelo menos duas já oferecem juros no patamar que a nova resolução vai instituir. ''Isso mostra que os bancos podem baixar o juros'', disse o secretário.

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