Paraná lidera ranking de investimentos
Na comparação com o PIB, Estado supera São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul
Da Redação

Joel Rocha
Em obrasOs novos investimentos aparecem em todas as regiões do Estado, como em Quatro Barras, com construções no seu parque industrialO Paraná foi o Estado que mais atraiu investimentos privados desde janeiro de 1995 na comparação com São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, quando se considera o que isso representa em relação ao PIB de cada um. Os quatro Estados são os principais concorrentes paranaenses no jogo de xadrez que se transformou a atração de novas empresas.
Segundo dados oficiais dos cinco Estados, é do Paraná a maior relação entre novos investimentos e PIB (Produto Interno Bruto, que mede toda riqueza gerada pelo Estado).
Desde janeiro de 1995, as empresas que estão chegando ou ampliando seus negócios no Estado já anunciaram investimentos de R$ 14 bilhões. O valor equivale a 24,5% do PIB estadual, de R$ 57,1 bilhões, segundo números da empresa de consultoria Simonsen Associados.
Em segundo surge o Rio de Janeiro. Segundo dados da Codin (Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro), o Estado já atraiu negócios de R$ 15,8 bilhões, ou 17,9% do PIB de R$ 88,2 bilhões. Entre os R$ 15,8 bilhões, no entanto, mais da metade, R$ 9,5 bilhões, se referem a projetos de ampliação da Petrobrás, com geração zero de empregos.
O Rio Grande do Sul aparece em seguida. São R$ 8,2 bilhões em investimentos para um PIB de R$ 62,2 bilhões, ou 13,1%. São Paulo, segundo dados da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento, consolidou investimentos de R$ 30,5 bilhões, ou 9,7% do PIB de R$ 312,7 bilhões.
Por último aparece Minas Gerais. Números do Indi (Instituto de Desenvolvimento Industrial de Minas Gerais) apontam investimentos de R$ 4,6 bilhões, ou 5,9% do PIB de R$ 77,2 bilhões.
Mesmo em números absolutos, o total de investimentos no Paraná só perde para São Paulo e Rio de Janeiro, superando Minas e Rio Grande do Sul.
Os R$ 14 bilhões de investimentos industriais já anunciados no Paraná vão garantir a geração de 480 mil empregos, 95 mil diretos e 385 mil indiretos.
O último grande investimento no Estado foi anunciado há duas semanas pelo governador Jaime Lerner. A empresa do setor mobiliário Placas do Paraná S/A vai desembolsar R$ 180 milhões para construir uma fábrica em Jaguariaíva, no Norte Pioneiro.
O valor é mais da metade dos recursos aplicados pela Chrysler, quinta maior montadora de veículos do mundo, em sua fábrica em Campo Largo. Para produzir a pick-up Dodge Dakota, a Chrysler está investindo R$ 350 milhões na planta. A montadora vai gerar 700 empregos. Já a Placas do Paraná vai criar 150 empregos diretos e mais 500 indiretos.
O secretário de Planejamento, Miguel Salomão, lista cinco determinantes para explicar a dianteira paranaense na atração de indústrias. A primeira delas é a farta produção de energia elétrica. O Paraná consome apenas 11% da energia que produz. ‘‘A hipótese de blecaute não existe’’, garante. A proximidade com o Porto de Paranaguá é outra. Salomão lembra ainda a qualidade de vida e a qualificação humana.
Mas o fator fundamental é a maneira do Paraná operar na hora de atrair empresários, evidenciando que a mudança do perfil econômico do Estado é uma decisão política e, portanto, estratégica de governo.
‘‘O interlocutor é sempre o governador Jaime Lerner, o que nem sempre acontece em outros Estados. Além disso, nas reuniões com empresários e executivos de empresas, ele faz sempre questão de estar cercado de toda a sua equipe, para que nenhuma pergunta fique sem resposta imediata’’, revela o secretário Miguel Salomão.

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