A redução da produção do setor químico provocou uma queda de 8,6% na atividade da indústria do Paraná no mês de maio em relação ao mesmo período no ano passado, deixando o Estado como líder da região Sul e do País em queda das vendas da indústria. No mesmo período, a indústria de Santa Catarina fechou o mês com crescimento de 2,2% e a do Rio Grande do Sul, com uma queda de 4,1%. Os índices são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que analisa o desempenho da indústria no País todos os meses. O crescimento médio da indústria no País foi de 2,2%.
No caso da indústria paranaense, a queda no setor químico foi de 54%. A redução violenta está atrelada ao período em que algumas indústrias pararam para fazer manutenção nos equipamentos. Outros 18 gêneros pesquisados pelo IBGE também apresentaram redução nas vendas para o setor varejista. A segunda contribuição negativa mais acentuada foi observada no segmento de mecânica, com redução de 14,2%.
A maior contribuição positiva na indústria paranaense foi verificada no setor de material elétrico de comunicações, com um aumento de 90,8% em maio, sobre o mesmo mês em 1997. Em seguida aparece o setor de material de transporte, com um crescimento de 15%.
Os índices regionais mostram que no período de janeiro a maio deste ano, sobre os cinco primeiros meses do ano passado, houve expansão na atividade industrial de 2,4% no Paraná, ficando em terceiro lugar no ranking nacional. O estado que mais cresceu foi o da Bahia com 6,6%, seguido de Rio de Janeiro com 2,7%.
Segundo o levantamento do IBGE, a indústria do Rio de Janeiro foi a que apresentou o melhor desempenho entre as dez áreas pesquisadas no mês de maio. Em relação a maio do ano passado, a atividade carioca cresceu 7,3%. O percentual foi sustentado pela extração de petróleo e pela indústria de transformação, que alcançou sua primeira taxa positiva nos últimos dez meses.
Apoiada nos segmentos de mecânica, bens de capital e de material elétrico, a indústria paulista registrou crescimento na atividade industrial em maio. O aumento foi de 3,7% sobre o ano anterior. Em Minas Gerais, o aumento foi de 2,5%.

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