Paraná lidera exportações em cinco segmentos em 2025
Dados do Ipardes mostram avanço em áreas que vão das matérias-primas a produtos manufaturados; seda e chapéus têm forte peso no desempenho
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quarta-feira, 03 de dezembro de 2025
Dados do Ipardes mostram avanço em áreas que vão das matérias-primas a produtos manufaturados; seda e chapéus têm forte peso no desempenho

O Paraná se encaminha para encerrar 2025 com presença destacada na pauta de exportações do País. De acordo com levantamento do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), com base em dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), o Estado lidera, entre janeiro e outubro, as vendas externas brasileiras em cinco segmentos distintos: fertilizantes, carnes, produtos da indústria de moagem, seda e chapéus.
Entre os itens de maior valor agregado, a seda se destaca. O Paraná responde por 86% das exportações nacionais do produto, que tem como principal destino a França, onde abastece o setor de artigos de luxo. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o faturamento atingiu US$ 10 milhões, superando São Paulo (US$ 4 milhões) e Rio de Janeiro (US$ 39 mil). Em novembro, duas produtoras do Estado participaram do festival internacional Silk in Lyon, após vencerem o Concurso Seda Paraná.
O setor de chapéus também mantém desempenho expressivo. As vendas externas somaram US$ 3,7 milhões entre janeiro e outubro, acima de São Paulo (US$ 2,5 milhões) e Rio Grande do Sul (US$ 2,3 milhões). Guaíra, Siqueira Campos, Foz do Iguaçu e Apucarana concentram as maiores operações municipais.
No campo das commodities, a carne segue entre os principais motores da balança paranaense. Considerando todas as categorias — bovina, suína, frango e outras —, as exportações somaram US$ 3,6 bilhões no período. Santa Catarina (US$ 3,443 bilhões) e Mato Grosso (US$ 3,440 bilhões) aparecem logo depois. O Porto de Paranaguá permanece como o principal ponto de escoamento da carne congelada brasileira.
Outro segmento em que o Paraná lidera é o da indústria de moagem, sobretudo na produção de amidos e féculas, com destaque para a fécula de mandioca produzida no Noroeste. As exportações somaram US$ 34 milhões, superando São Paulo (US$ 19 milhões) e Mato Grosso do Sul (US$ 11 milhões).
Os fertilizantes completam a lista de setores em que o Estado aparece à frente. As empresas paranaenses faturaram US$ 108 milhões com exportações, o que corresponde a 44% do total nacional. O volume coloca o Paraná à frente de Rio Grande do Sul (US$ 85 milhões) e São Paulo (US$ 33 milhões). O Estado também figura entre os principais importadores do insumo, por conta da demanda interna da agricultura.
Autoridades estaduais avaliam que o desempenho é resultado de uma base produtiva diversificada. Para o secretário do Planejamento, Ulisses Maia, os dados mostram que o Paraná “mantém atuação relevante em diferentes cadeias produtivas”. Já o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, observa que setores como o da seda revelam nichos de produção capazes de abastecer indústrias de alto padrão no exterior.
Na balança comercial geral, as exportações paranaenses atingiram US$ 2 bilhões em outubro, alta de 3,53% ante o mesmo mês de 2024 (US$ 1,94 bilhão). No acumulado de janeiro a outubro, o total exportado chegou a US$ 19,7 bilhões, puxado por soja em grãos (US$ 4 bilhões), carne de frango in natura (US$ 2,9 bilhões) e farelo de soja (US$ 1 bilhão). (Com informações da Agência Estadual de Notícias)


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