Curitiba O resultado das exportações de frango no primeiro semestre consolida o Paraná na produção e exportação deste tipo de carne. De janeiro a julho deste ano, as indústrias paranaenses tiveram participação de 25% nas exportações brasileiras. No período, as indústrias do Paraná tiveram receita de US$ 384,28 milhões com as vendas no exterior, que correspondem a um crescimento de 23,18%, em comparação com o primeiro semestre do ano passado. A indústria brasileira faturou US$ 1,526 bilhão, um aumento de 24,90% sobre o primeiro semestre de 2004.
Nos sete primeiros meses do ano, o volume exportado pelas indústrias avícolas do Paraná atingiu 354,64 milhões de toneladas, registrando o crescimento de 19,25% nos embarques. Já o volume exportado pelas indústrias brasileiras cresceu 19,76%, atingindo a marca de 1,355 milhão de toneladas.
Esse ritmo promissor está sendo mantido graças aos bons preços do frango e ao espaço que a indústria brasileira está ocupando, disse o empresário paranaense Alfredo Kaefer, que ontem assumiu a presidência da Associação dos Abatedouros e Produtores Avícolas do Paraná (Avipar). Kaefer vai dividir a condução da liderança do setor avícola no Paraná com Domingos Martins, eleito para o segundo mandato na presidência do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar).
Para Kaefer, a indústria avícola não foi afetada ainda pelo câmbio porque está ocupando lugar de outros países produtores que se retiraram do mercado por causa de problemas sanitários. Em função disso, as indústrias estão conseguindo melhores preços nos produtos colocados no exterior. Segundo o empresário se os preços do frango baixarem lá fora, ele não sabe se as indústrias brasileiras vão continuar batendo recordes de exportação. ''Não há setor que suporte uma valorização de 20% em 12 meses, como aconteceu no Brasil'', afirmou.
Apesar da taxa cambial, Domingos Martins acredita que até o final do ano, o volume exportado e a receita devem aumentar em até 20% em relação ao ano passado, superando a meta fixada em 15%. Martins projeta também um crescimento de 30% para a participação das indústrias paranaenses na produção de carne de frango. Para o presidente do Sindiavipar, a valorização do real frente ao dólar só não afetou a avicultura por causa de seus insumos serem todos dolarizados.

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