Paraná lidera desemprego na indústria
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de setembro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Arquivo FolhaVagas a menosQueda no emprego no Paraná foi de 1,27%, contra média nacional de 0.61%O Paraná foi o Estado que mais desempregou trabalhadores na indústria nos meses de junho e julho deste ano. Pesquisa mensal feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a queda no número de empregos foi de 1,27% contra uma média nacional negativa de 0,61%. Apenas o Estado do Ceará teve crescimento no número de emprego. Os números paranaenses interrompem dois meses consecutivos de crescimento no emprego.
A Federação da Indústria do Estado do Paraná (Fiep) justifica os números dizendo que as demissões se concentraram nos setores de papel, papelão e celulose e ainda na área alimentícia. Houve também um remanejamento de mão-de-obra na indústria devido ao fim do processamento de cana-de-açúcar.
O presidente da Fiep, José Carlos Gomes de Carvalho, lembrou ainda que o Estado vinha liderando os níveis de emprego no País, nos meses que antecederam junho. O segundo Estado no ranking de desemprego foi o Rio de Janeiro, onde a taxa negativa foi de 1,03%
Quanto às vendas reais na indústria, os números são favoráveis ao Paraná. Segundo relatório da CNI, o crescimento nas vendas foi de 6,47%, superando a média nacional em quatro pontos percentuais. A indústria vendeu 2,24% a mais em todo o País, nos meses de junho e julho.
As indústrias dos setores de vestuário, mecânico e materiais de transporte foram os que mais contribuíram para o crescimento positivo nas vendas, concluiu a Fiep. O Paraná teve o terceiro melhor desempenho em vendas, ficando atrás apenas do Espírito Santo e do Ceará.
O Espírito Santo lidera também o nível salarial pago a um trabalhador. O crescimento foi de 4,22%. A indústria paranaense apresentou uma queda salarial de 3,19%, enquanto a média nacional apresentou variação negativa de 0,51%. A Bahia e o Paraná foram os dois Estados com os maiores destaques negativos de salários. A Fiep disse que os setores químico e têxtil impulsionaram os salários para baixo.
As indústrias paranaenses estão utilizando 79% da capacidade instalada. A média é praticamente igual à nacional, onde as indústrias estão com um índice de operação em 79,5%. O aumento da produção foi verificado na Bahia, Pernambuco e no Paraná.


