Paraná lidera captação de recursos
Vânia Casado
O Paraná liderou a captação de recursos do BNDES para o financiamento de máquinas agrícolas e equipamentos novos em 1997, e deve manter a demanda aquecida este ano. O volume de financiamento no Estado atingiu 40% das operações do Banco do Brasil realizadas em todo o País.
O BB aprovou créditos no valor de R$ 311 milhões no País e a superintendência regional do BB no Paraná aprovou créditos no valor de R$ 125 milhões, que corresponde a um aumento de 17,6% em relação ao ano anterior. Em 1996 foram aprovados créditos no valor de R$ 106 milhões em 96 para o financiamento de máquinas agrícolas no Paraná.
Do total de volume de créditos destinados ao Estado do Paraná, R$ 70 milhões foram captados na linha Pronaf Investimentos, que prevê o repasse de recursos ao pequeno produtor com um rebate de 50% das taxas do financiamento. Com isso a taxa anual da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais juros de 6% ao ano, cai de 15% para 7,5% ao ano, em média. Os R$ 55 milhões restantes foram captados junto ao Finame agrícola, especial e automático, que prevê juros equivalentes a 15% ao ano, referente a incidência da TJLP mais 6% a 8% ao ano. Em 1996, o BB no Paraná emprestou R$ 46.700 para a compra de máquinas e equipamentos agrícolas novos.
Fatores favoráveis A estabilidade da economia, o patamar de juros mais realista e o bom desempenho da safra de soja no ano passado motivaram os produtores a investir em mecanização, justificou Dilson Botega, gerente de agronegócios da superintendência do Banco do Brasil no Paraná. Principalmente aqui no Paraná, os produtores estão eufóricos com a possibilidade de os preços da soja ficarem acima da média histórica, também este ano. Além disso os produtores estão esperando uma boa comercialização do milho, que este ano deverá se manter acima do preço mínimo, de R$ 6,70 a saca ao contrário do ano passado onde as cotações ficaram abaixo do preço de garantia do produto durante todo o primeiro semestre.
Além do Pronaf e Finame agrícola que foram as linhas mais utilizadas, os produtores paranaenses recorreram também ao Proger Investimentos, que emprestou R$ 7,43 milhões e a resolução 2148 (recursos externos), que desembolsou cerca de R$ 4,17 milhões para o financiamento das máquinas. As taxas de juros estão compatíveis com as atividades, destacou Botega.
Ele salientou que as operações de financiamento foram bastante criteriosas, em que o banco estudou a capacidade de pagamento dos produtores. São operações garantidas e os produtores tomadores desses financiamentos estão com as fichas em ordem no banco, sem qualquer tipo de comprometimento, resumiu.





