Paraná lidera capacidade de processamento de óleo de soja
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sábado, 17 de novembro de 2012
Mariana Fabre <br> <br> Reportagem Local 
O Paraná voltou a liderar a capacidade instalada de processamento de óleo de soja em 2012. Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) demonstram que o Estado é responsável por 21% da capacidade nacional. As indústrias processadoras no Paraná somam uma capacidade de 35,7 mil toneladas de soja por dia, diante do total brasileiro de 173,4 mil toneladas diárias. Em comparação ao ano passado, o Paraná apresentou crescimento de 5% no potencial produtivo, enquanto no Brasil, o incremento foi de 3%.
O secretário da Abiove, Fábio Trigueirinho, lembra que o Paraná tradicionalmente ocupava a liderança no processamento do grão por ser rota de acesso ao Porto de Paraná. Mas a partir de 1996, com a aprovação da Lei Kandir - que alterou o sistema de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) -, as indústrias passaram a migrar para os estados produtores. Desde então, o Mato Grosso expandiu sua capacidade de processamento e passou a ocupar a primeira posição no ranking nacional.
Este ano, o Mato Grosso não apresentou aumento na capacidade instalada e, com estrutura para processar 35,4 mil toneladas de soja por dia, cedeu a liderança para o Paraná. ''Este ano, uma cooperativa paranaense inaugurou uma unidade de processamento que contribuiu para que o Estado ultrapassasse levemente a capacidade do Mato Grosso'', justifica Trigueirinho. No entanto, o secretário da Abiove afirma que esse cenário não deve se manter por muito tempo, tendo em vista que a safra paranaense de soja está praticamente estabilizada e é atendida pelas indústrias já existentes. Em contrapartida, a produção do Mato Grosso está em evolução e a capacidade de processamento deve se expandir para absorver as safras futuras.
De acordo com a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), as cooperativas respondem por 38% da capacidade de produção de óleo de soja do Paraná. As seis associações que processam a oleaginosa no Estado totalizam uma capacidade aproximada de 14 mil toneladas por dia. Em janeiro deste ano a Copacol Cooperativa Agroindustrial Consolata inaugurou, em Cafelândia, sua Unidade Industrial de Soja, com capacidade diária de esmagamento de 1,8 mil toneladas.
Com investimentos de R$ 80 milhões, a construção da indústria teve como objetivo tornar a cooperativa autossuficiente na produção de farelo de soja para atender a demanda da fábrica de ração. Segundo informações da Copacol, 79% do volume processado na unidade é destinado ao farelo, enquanto 18,5% para produção de óleo bruto. A ração supre a necessidade dos associados na produção de aves, suínos, peixes e gado de leite. De acordo com a assessoria de imprensa, a Copacol prevê para 2013 a inauguração de uma nova unidade de abate de frangos, o que deve aumentar a demanda por farelo de soja.



