Em 2013 o volume de recursos destinados para o Paraná correspondeu a 15,6% ou R$ 22,3 bilhões de um total disponibilizado de R$ 143 bilhões, entre janeiro e dezembro. Segundo Pedro Loyola, economista da Faep, o Estado lidera o ranking de aquisição de recursos porque o agronegócio paranaense é formado, em sua maioria, por pequenos e médios agricultores.
Mauro Vieira e Silva, produtor de café no Distrito de Lerroville, zona sul, afirma que os juros são baixos e que, programas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) o tem ajudado muito, principalmente no ano passado quando a geada prejudicou sua produção. Para recuperar as áreas que sofreram com a intempérie, Silva pegou por meio do Pronaf R$ 9 mil em investimentos.
Samuel Romero Sanches, produtor de grãos em Jataizinho (Norte) aproveitou o último Plano Agrícola e Pecuário para comprar uma plataforma de milho por meio do Programa Mais Alimentos. Com um empréstimo de R$ 64 mil, ele terá 10 anos para pagar a juros de 2% ao ano. Sanches afirma que o processo de aquisição do financiamento gira em torno de 90 dias.

Limite
Segundo dados do Ministério da Agricultura, o limite de financiamento de custeio, por produtor, foi ampliado de R$ 1 milhão para R$ 1,1 milhão, enquanto o destinado à modalidade de comercialização passou de R$ 2 milhões para R$ 2,2 milhões. Da programação para a temporada 2014/15, R$ 132,6 bilhões são com juros inferiores aos praticados no mercado, um crescimento de 14,7% sobre os R$ 115,6 bilhões disponibilizados na safra 2013/14. (R.M.)

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