Campo Largo - A Secretaria da Agricultura e Abastecimento irá priorizar sete municípios paranaenses que fazem fronteira com a Argentina no combate à febre aftosa. Os municípios são considerados de grande risco e concentram 270 propriedades rurais, com cerca de 400 cabeças de gado. Diversos animais com suspeita da doença já foram sacrificados como medida de prevenção na fronteira.
‘‘O trabalho nestes sete municípios será completamente assistido. O gado vacinado será identificado por um brinco apropriado para evitar que animais clandestinos sejam colocados no plantel após o período da vacinação contra a febre aftosa’’, prometeu Felisberto Queiroz Baptista, chefe da Divisão de Defesa Animal da secretaria. Desde meados deste mês, técnicos do governo trabalham no mapeando as áreas de risco. O estudo ficou pronto e foi divulgado ontem, durante o lançamento oficial da campanha contra a aftosa no Estado.
Os municípios que serão priorizados pelas equipes de fiscalização do governo serão Capanema, Planalto, Pérola do Oeste, Pranchita, Santo Antonio do Sudoeste, Bom Jesus do Sul e Barracão. ‘‘A Argentina é um País infectado pela aftosa. A tendência é que o gado de lá seja enviado clandestinamente para cá. E é isso que estamos tentando evitar com esta ação’’, justificou.
A campanha contra aftosa foi lançada na Fazenda Nossa Senhora da Conceição, em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. Ela começa amanhã e termina no próximo dia 20. Neste período, os técnicos pretendem vacinar cerca de 10 milhões de cabeças de gado. No ano passado, 98% da meta foi atingida durante o período de vacinação. O restante era pequenas propriedades, locais de difícil acesso.
Atualmente existe um ‘‘plano hemistérico’’ de combate a aftosa dividido em três blocos. O bloco andino, o bloco amazônico – do qual fazem parte a região Norte e Nordeste do Brasil – e o bloco da Bacia do Prata – que inclui a Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina e os estados brasileiros do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Paraná já tem certificação de área livre da febre aftosa com vacinação desde maio de 2000 e pretende conseguir o status de área livre sem a vacina. ‘‘Vai ser a segunda etapa do combate à febre aftosa. Por isso que a campanha de vacinação é importante neste momento’’, declarou Deni Schwartz, secretário de Agricultura.
A multa para o produtor que não vacinar seu rebanho este ano será de R$ 56,31 por cabeça de gado.

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