Paraná lança campanha contra aftosa
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segunda-feira, 29 de abril de 2002
Luciana Pombo Equipe da Folha 
Campo Largo - A Secretaria da Agricultura e Abastecimento irá priorizar sete municípios paranaenses que fazem fronteira com a Argentina no combate à febre aftosa. Os municípios são considerados de grande risco e concentram 270 propriedades rurais, com cerca de 400 cabeças de gado. Diversos animais com suspeita da doença já foram sacrificados como medida de prevenção na fronteira.
O trabalho nestes sete municípios será completamente assistido. O gado vacinado será identificado por um brinco apropriado para evitar que animais clandestinos sejam colocados no plantel após o período da vacinação contra a febre aftosa, prometeu Felisberto Queiroz Baptista, chefe da Divisão de Defesa Animal da secretaria. Desde meados deste mês, técnicos do governo trabalham no mapeando as áreas de risco. O estudo ficou pronto e foi divulgado ontem, durante o lançamento oficial da campanha contra a aftosa no Estado.
Os municípios que serão priorizados pelas equipes de fiscalização do governo serão Capanema, Planalto, Pérola do Oeste, Pranchita, Santo Antonio do Sudoeste, Bom Jesus do Sul e Barracão. A Argentina é um País infectado pela aftosa. A tendência é que o gado de lá seja enviado clandestinamente para cá. E é isso que estamos tentando evitar com esta ação, justificou.
A campanha contra aftosa foi lançada na Fazenda Nossa Senhora da Conceição, em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. Ela começa amanhã e termina no próximo dia 20. Neste período, os técnicos pretendem vacinar cerca de 10 milhões de cabeças de gado. No ano passado, 98% da meta foi atingida durante o período de vacinação. O restante era pequenas propriedades, locais de difícil acesso.
Atualmente existe um plano hemistérico de combate a aftosa dividido em três blocos. O bloco andino, o bloco amazônico do qual fazem parte a região Norte e Nordeste do Brasil e o bloco da Bacia do Prata que inclui a Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina e os estados brasileiros do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Paraná já tem certificação de área livre da febre aftosa com vacinação desde maio de 2000 e pretende conseguir o status de área livre sem a vacina. Vai ser a segunda etapa do combate à febre aftosa. Por isso que a campanha de vacinação é importante neste momento, declarou Deni Schwartz, secretário de Agricultura.
A multa para o produtor que não vacinar seu rebanho este ano será de R$ 56,31 por cabeça de gado.


