Antes mesmo do início da operação das montadoras e fábricas de autopeças em Curitiba, o governo do Paraná já deu início a mudanças no ensino. Hoje, 87,5% dos 380 mil alunos que cursam o 2º grau estão em uma escola pública. Destes, 57% estudam ou contabilidade ou magistério. A partir de um convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), todos os cursos terão as disciplinas básicas, acrescidas de um curso profissionalizante que atendam à nova demanda do mercado.
O professor Ataíde Ferraza, coordenador da Agência Paranaense para o Desenvolvimento da Educação Tecnológica (Paranatec), vinculada à Secretaria Estadual da Educação, explicou que, na região da Grande Curitiba, as opções serão: metal-mecânica, eletroeletrônica e serviços, como secretariado. Isso porque, das 26 mil vagas a serem geradas de imediato, 55% serão em serviços.
As outras 45% serão no chão da fábrica. Ou seja, para a linha de produção. A Secretaria da Educação, o Senai e as montadoras estão programando treinamentos. Em 1997, a perspectiva é de treinar 500 trabalhadores. No ano que vem, quando várias fábricas começaram a operar, serão 5.000. É o caso da Audi-Volks, que projeta a contratação de 1.500 a 2.000 funcionários.
‘‘Os gerentes e diretores de Recursos Humanos dessas empresas estão surpresos com a qualidade da mão-de-obra do Paraná. Além do nível de escolaridade ser melhor, as pessoas têm muita facilidade para aprender’’, disse Ferraza.

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