A produção das montadoras no Paraná aumentou 34,93% em maio deste ano em relação a abril, saltando de 8.569 unidades para 11.562, o que significa 2.993 veículos a mais. É um resultado bem acima da média nacional, que registrou no período um crescimento da ordem de 11,1%, subindo de 135 mil para 150 mil veículos.
Os números foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese/PR) e, segundo o técnico Cid Cordeiro, a causa principal foi a retração registrada no mês de abril, em função da greve dos auditores da Receita Federal, que dificultou a importação de matéria-prima para a linha de produção.
De qualquer forma, este foi o melhor resultado apresentado até agora desde a instalação do pólo automotivo no Estado. De janeiro a maio as quatro montadoras (Volksvagen/Audi, Renault, Chrysler e Volvo) produziram, juntas, 42.306 unidades, ampliando a participação na produção brasileira de 6,9% para 8,12%.
Cid Cordeiro destacou que o aumento da produção paranaense está sendo puxado pela conquista de novos mercados internacionais. A média de exportação do Estado é de 33,09%, acima da média nacional, que é de 24,8%. A escala neste item vem subindo a cada mês. O índice de exportação da Audi/Volksvagen, por exemplo, subiu de 14,91% em janeiro para 57,98 em maio. A Renault ampliou este mercado de 18,20% para 44,61%.
A produção de máquinas agrícolas também experimenta um bom momento. A New Holland elevou sua produção de 559 unidades (entre tratores e colheitadeiras) de abril para 703 em maio. Nos cinco primeiros meses do ano, produziu 2.939 unidades, o que representa 27,81% da produção nacional, que foi de 10.543 no perído.
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Clementino Tomaz Vieira, disse que o aquecimento do setor representa aumento de mão-de-obra, porque ampliar a produção exige contratar novos trabalhadores. Entre maio e junho, por exemplo, a Audi contratou 220 profissionais. A intenção da Audi e Renaut é chegar a uma produção mensal, até o final deste ano, de no mínimo 56 mil veículos. Em maio elas produziram, respectivamente, 18.432 e 20.029 unidades.
Clementino diz que a boa notícia vai ser levada para a assembléia da categoria, marcada para o dia 25 deste mês. Na opinião dele, é hora também de os metalúrgicos aproveitarem para reivindicar melhorias nas condições de trabalho e, principalmente, reajustes salariais.

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