Emerson Cervi
De Curitiba
O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho Neto, e o governador Jaime Lerner assinaram ontem, em Curitiba, termo de compromisso para lançamento do Programa Nacional de Eletrificação Rural ‘‘Luz no Campo’’ no Paraná. A previsão é que o programa federal estenda a rede de energia elétrica a 100% da população rural do Paraná nos próximos três anos.
Até 2002 devem ser realizadas 40 mil novas ligações elétricas rurais a um custo total de R$ 117 milhões. Serão beneficiadas 19 mil propriedades e 21 mil domicílios em vilas rurais e projetos de reassentamentos do Governo do Estado.
O Governo Federal, através da Eletrobrás, financiará R$ 50 milhões do total do projeto. O Governo do Estado e a Copel entram com R$ 36 milhões e as famílias atendidas pagarão a contrapartida de R$ 31 milhões.
Outros R$ 19 milhões serão orientados para o programa vale-semente. Esse programa prevê o reembolso de até três sacas de sementes de milho de boa qualidade para cada agricultor, no valor de R$ 25,00 por saca.
Segundo o ministro, a diferença entre o Luz no Campo e os programas anteriores é que ele é financiado com recursos próprios. ‘‘Temos uma meta ousada de zerar o déficit de eletrificação no campo nos próximos três anos sem financiamentos externos’’, disse Tourinho. ‘‘Para isso, foi muito importante o incentivo que recebemos do governo do Paraná. O programa estadual Lig-luz Rural serviu de exemplo para o Ministério das Minas e Energia.
O objetivo do Governo Federal com o programa Luz no Campo é elevar as taxas de atendimento com energia elétrica na área rural. A previsão é que sejam feitas ligações elétricas em um milhão de propriedades rurais em todo o país até 2002. O investimento total no programa é de R$ 3,2 bilhões nesse período.
Segundo a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), pouco mais de 1,8 milhão de propriedades rurais de todo o país são servidas com eletricidade. Se as metas do programa Luz no Campo forem alcançadas, ele vai ampliar o atendimento na área rural em 55%.
A participação do agricultor no custo da ligação pelo programa federal é de R$ 1,6 mil por propriedade. A cobrança será facilitada pela Copel. O consumidor paga 60 parcelas de R$ 10,00, cobradas na fatura mensal.
Em junho do ano seguinte à ligação ele pode pagar um ‘‘balão’’ de R$ 1 mil ou dividir em quatro parcelas de R$ 250,00 para quitação em junho. O mês foi escolhido por ser época de safra e o valor da parcela será corrigido pela variação do preço de venda da saca de milho.

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