Paraná inicia campanha de vacinação contra aftosa
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sexta-feira, 02 de novembro de 2012
Ricardo Maia <br> <br> Reportagem Local 
Com o objetivo de conquistar o status de área livre de febre aftosa sem vacinação para conseguir exportar carne para mercados mais exigentes, como Europa e Rússia e, além disso, agregar mais valor ao seu produto, o Paraná tem adotado medidas criteriosas para manter a boa sanidade do seu rebanho. Entre as ações, as duas campanhas anuais de vacinação para a prevenção da doença. Ontem, dia 1º, foi aberta oficialmente em Londrina a segunda etapa da campanha de 2012, que vai até o dia 30 deste mês. Diferente da primeira fase que ocorreu em maio deste ano, na qual foram vacinados animais de até 24 meses, nesta segunda edição todo o rebanho do Estado, que corresponde a 9 milhões de bovinos e 500 mil bubalinos, devem ser imunizados. A campanha, que é voltada para todo o País, espera imunizar 150 milhões de cabeças, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa).
De acordo com o secretário da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Norberto Ortigara, o objetivo nesta edição é vacinar 100% do rebanho paranaense. ''Para isso, precisamos conscientizar o produtor da importância da ação'', destaca. Segundo o secretário, o Estado está a um passo de conquistar o status de área livre de aftosa sem vacinação.
De acordo com o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, o caminho para isso é ter o rebanho totalmente vacinado. A segunda etapa, em que o Estado já está trabalhando, é impedir a circulação de animais vindos de áreas de risco como, por exemplo, o Paraguai e estados vizinhos.
Ortigara explica que para conseguir realizar esse monitoramento, a Adapar, que hoje possui em torno de 500 funcionários, tem o objetivo de obter um quadro de 1,2 mil colaboradores, mas não deu data para isso se concretizar. Segundo Kroetz, com os devidos técnicos em campo, o Estado poderá fazer de forma mais eficiente a atualização de cadastro das propriedades criadoras . ''Depois de ter todo o levantamento dos dados, precisamos do reconhecimento do Mapa, que avalia e faz a petição para a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), que deverá ou não autorizar o status de área livre de aftosa sem vacinação'', explica o dirigente da Adapar. Atualmente no Brasil só Santa Catarina não necessita vacinar o rebanho.
De acordo com o secretário da agricultura, o mercado russo é um dos objetivos do Paraná. ''Além da questão sanitária, temos que quebrar as barreiras econômicas e políticas'', sublinha. Segundo o presidente da Adapar, 70% da exportação de carne do Paraná vai para Hong kong, considerado um mercado marginal. Segundo ele, o Paraná vende carne de primeira com preços muito baixos.
Consequências
O produtor tem até o dia 30 de novembro para apresentar o comprovante de vacinação. Caso o pecuarista não vacine o rebanho, deverá pagar uma multa de R$ 96,09 por cabeça. O último foco de aftosa no Paraná ocorreu em 2005, causando um prejuízo para o Estado de US$ 4,5 bilhões, ocasionando sucessivas quebras de preços e uma redução significativa nas exportações. Desde então, a pecuária paranaense tem buscado se reerguer, o que ainda não aconteceu plenamente, segundo o secretário Norberto Ortigara.



