Paraná incentiva lavouras no arenito
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quarta-feira, 16 de agosto de 2000
Vânia Moreira De Umuarama 
O secretário da Agricultura, Antônio Poloni, lançou ontem à tarde, na fazenda Haiti, em Umuarama, o Arenito Nova Fronteira, um programa de incentivo à integração agricultura-pecuária no Noroeste do Paraná. O governo quer incentivar a reforma de pastagens e o cultivo de grãos no solo de arenito a exemplo do que já vem sendo feito pela Cocamar de Maringá e pela Prefeitura de Umuarama.
Segundo Poloni, o governo federal deve liberar para o Paraná R$ 90 milhões de um total de R$ 400 milhões destinados a programas de reformas de pastagens nos Estados do Centro-Oeste. A meta é incluir nos próximos 5 anos pelo menos 20% dos 2,4 milhões de ha com pastagens no sistema de integração. Os 105 municípios do noroeste têm aproximadamente 3,5 milhões de ha, cerca de 16% da área do Estado. Aproximadamente 70% da área é ocupada com pastagens que estão degradadas e com baixa lotação, menos de 1,5 cabeças por h. O rebanho bovino gira em torno de 3,5 milhão de cabeças.
Com a reforma, espera-se aumentar a capacidade de lotação para 3,5 cabeças/h. O programa também espera gerar mais empregos e riquezas com a produção de grãos, aumento da produção e da produtividade geral, além de prevenir as invasões de terras. Governo, cooperativas e empresas agrícolas vão incentivar o arrendamento para culturas de rodízio, incrementar as pesquisas, treinar técnicos e agricultores e viabilizar recursos para as safras.
Até 4 anos atrás, não havia pesquisas sobre o cultivo de grãos, principalmente a soja, no arenito caiuá predominante no noroeste. Até então, o solo era recomendado apenas para culturas perenes como café e pastagens. O Programa de Arrendamento de Terras (Pater) lançado pela prefeitura de Umuarama abriu caminho para a entrada da soja e outras culturas anuais. O Instituto Agrômico do Paraná (Iapar) passou a pesquisar variedades e técnicas de plantio e colheita próprias para o arenito. Os resultados estão no manual Recuperação de Pastagens no Noroeste do Paraná lançado ontem, durante a solenidade. Há dois anos, o Iapar desenvolve variedades de soja, milho e feijão e forrageiras e pesquisa técnicas de plantio, colheita e conservação de solo no arenito.
Há 3 anos, a Cocamar também desenvolve um programa de arrendamento nas regiões de Paranavaí e Maringá. Juntos, os dois programas já arrendaram quase 420 mil h. A última safra de soja do Pater rendeu 2,5 milhões de sacas.


