O Paraná está há cinco anos sem registro de foco de aftosa nos rebanhos bovinos e bubalinos, o que já garantiu ao Estado o reconhecimento de área livre da doença pelo Ministério da Agricultura. Para obter o reconhecimento internacional, o Paraná e os demais Estados que compõem o Circuito Centro-Oeste tiveram de cumprir uma série de metas e etapas que só agora se encerram, com a certificação da Organização Internacional de Epizootias (OIE).
Fazendo uma retrospectiva histórica da luta para erradicar a doença no Estado, o primeiro passo foi dado em 1995, quando entrou em vigor a lei estadual de defesa sanitária. A lei deu mais agilidade ao serviço de sanidade animal, o que culminou com a criação do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária, um ano depois.
O conselho foi desmembrado em 153 conselhos municipais e intermunicipais de sanidade, que reúnem entidades públicas e privadas. O envolvimento da iniciativa privada foi decisivo para combater a doença, pois ampliou a venda da vacina e também ocorreu maior fiscalização entre as propriedades rurais.
Para acabar com a febre aftosa, os conselhos e entidades ligadas ao setor agrícola, fizeram um trabalho de conscientização junto aos produtores para que eles não deixassem de vacinar o gado. A Secretaria de Agricultura contratou, na época, cerca de 100 médicos veterinários e 20 engenheiros agrônomos e adquiriu 100 carros para reforçar o sistema de defesa.
A obtenção de certificados de área livre de febre aftosa no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, em 1997, foi outro fator que estimulou o Paraná a correr atrás do reconhecimento. Produtores dos Estados do Circuito Centro-Oeste se sentiram ameaçados com as concorrências catarinense e gaúcha.(C.M.)

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