Paraná gera mais de 12 mil vagas em abril
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quarta-feira, 21 de maio de 2014
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Paraná teve um crescimento de 0,45% no nível de emprego em abril com a geração de 12.378 vagas. No entanto, este é o pior resultado para um mês de abril no Estado dos últimos cinco anos. Os dados foram divulgados ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No País foram abertos 105.384 postos de trabalho, o que representou um crescimento de 0,26%, mas o pior desempenho para o mês nos últimos 15 anos. Em abril de 2013, tinham sido criadas 196.913 vagas no País.
Apesar da geração menor de empregos, o desempenho do Estado ainda ficou acima da média nacional. Mas, vale lembrar, que em abril de 2013 tinham sido geradas 18.937 vagas no Paraná.
No Estado, os setores que mais abriram vagas em abril foram serviços (4.861 empregos), comércio (3.257) e a indústria de transformação (2.242). No setor de serviços, os subsetores que mais empregaram foram transportes e comunicações (1.878 vagas) e serviços de alojamento, alimentação, reparação e manutenção, que são hotéis e restaurantes que tiveram a geração de 935 vagas. O comércio varejista sozinho abriu 3.103 vagas em abril. No Brasil, os setores que mais empregaram foram serviços com 68.876 vagas e comércio com 16.569.
No primeiro quadrimestre do ano, o Estado gerou 57.891 vagas com crescimento de 2,13%. No País, a alta foi de 1,13% com a criação de 458.145 empregos. Nos últimos 12 meses encerrados em abril, o Estado gerou 76.956 vagas com crescimento de 2,86%. No Brasil, foram criadas 884.976 vagas com crescimento de 2,20%.
Para o professor do curso de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marcelo Curado, tanto o Brasil como o Paraná continuam gerando empregos, mas em velocidade menor que no ano passado. Ele acredita que o destaque no Estado tem sido o setor de serviços, que é um segmento que se desenvolve em regiões com renda média e alta. No entanto, destacou que os empregos na área de serviços são de baixas produtividade e remuneração.
Ele acredita que o Paraná vem gerando mais empregos do que o País por ter um agronegócio forte e renda per capita alta. Curado prevê que, neste ano, o Estado não vai sofrer com o desemprego e vai continuar gerando empregos, mesmo que seja em nível menor. No entanto, os resultados ainda vão depender do setor automobilístico.
A coordenadora da base de dados do Estado do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Ângela da Matta Silveira Martins, disse que o resultado de abril do Paraná está ligado à geração de empregos na área de serviços para a Copa do Mundo, aos transportes e comércio, além do desempenho da indústria. Também influenciaram no desempenho do Estado a abertura de novas indústrias, os setores de agricultura e do agronegócio. Ela lembrou que, em 2013, foram criadas 90.349 vagas no Estado e prevê que haja crescimento em 2014.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fabiano Camargo da Silva, acredita que o resultado melhor do Paraná em relação ao Brasil no mês passado está ligado à produção industrial, à safra agrícola e ao crescimento da renda. Para 2014, ele prevê que o Estado continue gerando empregos com saldo positivo, mas em patamar menor que em anos anteriores.
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