Paraná ganhou mais 128 mil empresas desde 95
Paraná ganhou
mais 128 mil
empresas desde 95
Outras 240 mil, que estavam paralisadas, produzem e geram empregos
Da Redação
Joel RochaHá vagasA abertura de novas empresas, impulsionada pela expansão do processo de industrialização em curso no Paraná, gerou empregos também no setor da construção civilA política de atração de novos investimentos, implantada pelo Governo do Estado, começa a mudar radicalmente o perfil econômico do Paraná. A chegada de grandes grupos estrangeiros - como as montadoras Renault, Chrysler, Audi/Volkswagem e BMW - tem aumentado o interesse dos empresários em investir no Estado. Nos últimos três anos, segundo dados da Junta Comercial do Paraná, 128.388 empresas foram abertas no Estado.
Outras 240.383, que estavam paralisadas, retomaram suas atividades, impulsionadas pela industrialização que beneficia todo o Paraná. Isso significa que de 1995 a abril deste ano o número de empresas ativas no Estado aumentou 258,73%. Naquele ano, 142.528 empresas estavam em atividade, enquanto que hoje 511.299 movimentam a economia paranaense.
Em contrapartida, no mesmo período, apenas 7.327 firmas fecharam suas portas. A relação é positiva porque o mercado paranaense está favorável à criação de novas empresas, explica o secretário geral da Junta Comercial, Sidmar Cavet. As grandes indústrias que estão se instalando no Estado estão puxando as pequenas e médias empresas e a tendência é aumentar ainda mais o número de empresas novas. A relação entre os empreendimentos abertos ou reativados e o fechamento de empresas será cada vez mais positiva.
Em 1997 - que representa o maior crescimento em número de novos empreendimentos dos últimos três anos - foram criadas 12,30% mais empresas do que no ano anterior. Isso significa que 40.504 novos empreendimentos, de diversos portes, estão ajudando a aquecer ainda mais a economia paranaense. No ano passado, quando se consolidou a política de industrialização estadual, as firmas individuais, que incluem as pequenas e microempresas, foram as que mais cresceram (4,06%), passando de 17.885 para 18.611. Seguidas pelas sociedades limitadas, que saltaram de 18.066 para 21.717.
A boa saúde econômica do Estado também tem conseguido diminuir o índice de fechamento de empresas. Enquanto em todo o país as estatísticas sobre a desativação de firmas tendem a aumentar, no Paraná elas caem de maneira consistente. Dados da Junta Comercial mostram que a relação entre o número de empresas ativas e as que foram extintas vem diminuindo a cada ano. Em 1995, de um universo de 142.598 firmas, foram extintas 1.660, ou seja, 1,16%. No ano passado, essa relação foi de apenas 0,54%. Até abril deste ano, o índice caiu ainda mais, chegando a 0,18%.
Neste ano, a solidez da economia paranaense também dá sinais de que manterá o ritmo de atração de empreendimentos. Até abril, haviam sido criadas 12.520 novas empresas, mais de duas mil no setor de comércio varejista, atacadista e de serviços, que responde por cerca de 35% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.
As cerca de 10 mil empresas desse segmento registradas na Federação do Comércio do Paraná empregam aproximadamente 1,5 milhão de pessoas. No entanto, nesse número não estão incluídas as empresas informais e não sindicalizadas. Para cada empresa sindicalizada há no mínimo três fora do sindicato, calcula o assessor econômico da Federação do Comércio, Vamberto Santana. Além disso, os novos investimentos no Estado, que hoje chegam a R$ 14 bilhões, vão gerar 480 mil empregos - 95 mil diretos - quando todas as empresas estiverem em pleno funcionamento.
O setor industrial é outro que vem registrando índices importantes de crescimento. Em setembro do ano passado, a indústria paranaense alcançou seu melhor desempenho em vendas nos últimos cinco anos. Segundo pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a evolução das vendas reais da indústria foi de 80% de janeiro de 1992 a setembro de 1997. E de 1992 até fevereiro deste ano, o Paraná registrou o segundo melhor resultado nacional de vendas industriais, com um aumento de 132,23%, abaixo apenas do obtido pelo Estado de São Paulo (154%).





