Paraná foi o 2º em produção industrial
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2002
Ana Paula Grabois Agência Folha 
Produção da indústria nacional ficou em 1,5%. Paraná foi o segundo colocado, com 3,2%. Alguns setores se destacaram como o de alimentos, no Paraná, e químico em São Paulo
Rio de Janeiro - A produção industrial de 2001 apresentou crescimento em sete das 12 regiões pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A indústria de Santa Catarina liderou a alta entre as regiões, com expansão de 3,7%, puxada pelos setores de material elétrico e de comunicações e produtos alimentares.
Na média nacional, a produção industrial apresentou alta de 1,5% no ano passado.
Ficaram acima da média do ano, Paraná (3,2%), São Paulo (2,5%), Rio de Janeiro (1,6%) e região Sul (1,6%).
Apresentaram expansão - mas abaixo da média nacional de 1,5% - as indústrias de Pernambuco e Bahia, com 0,9% e 0,4%, respectivamente.
Apesar do resultado positivo de 1,5% no ano, a produção nacional caiu 6,1% em dezembro de 2001 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Das 12 regiões pesquisadas, apenas a Bahia apresentou um crescimento: 0,7%. A maior queda na produção ocorreu em Minas Gerais (-11,3%) e no Ceará (-10,4%). A queda São Paulo e Espírito Santo ficou dentro da média nacional para dezembro, 6%. A produção industrial em Santa Catarina caiu 2,3% em dezembro, após oito meses de expansão.
Além de puxar o resultado de Santa Catarina em 2001, o setor de material elétrico e de comunicações registrou influência positiva na produção de São Paulo, região Sul e Pernambuco.
Os produtos alimentares exerceram influência nos desempenhos de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, região Sul e Pernambuco. Já a indústria química, puxou as médias no Paraná e Bahia e a mecânica, na região Sul e São Paulo.
No Rio de Janeiro, a indústria extrativa mineral, puxada pela atividade ligada ao setor de petróleo, foi o principal responsável pelo crescimento.
Segundo o IBGE, tais setores foram impulsionados por produtos ligados à questão energética (motores e geradores elétricos, baterias e acumuladores, transformadores de alta tensão e lâmpadas), alimentos voltados para a exportação (aves abatidas, açúcares, café solúvel, carnes bovina e suína), insumos energéticos (petróleo e seus derivados) e máquinas agrícolas.
Em queda, o destaque ficou por conta do Ceará, cuja retração chegou a 7,3%. Os maiores impactos negativos foram exercidos pelas retrações de 27,6% em sua indústria metalúrgica e de 9,6% em sua indústria têxtil.
O IBGE, entretanto, frisa que a elevada base de comparação do ano 2000 deve ser levada em conta neste Estado. Em 2000, o Ceará registrou o maior resultado entre todos os locais pesquisados, de 9,9% Foram apuradas outras quedas de produção no ano passado na região Nordeste (-2,5%), Rio Grande do Sul (-1,1%), Minas Gerais e Espírito Santo (ambos com - 0,3%). Nestes casos, a base de comparação com 2000 também apresentou influência no resultado.


