Paraná faz ligação comercial entre Brasil e China
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sábado, 05 de julho de 2008
Edson Pereira Filho<BR>Reportagem Local 
Uma indústria de tratores de pequeno porte da China está em conversação para se instalar na região metropolitana de Londrina. As conversas estão sendo mediadas, sob sigilo, por membros da Câmara Brasil, Paraná e China (BPC), sediada em Londrina. O anúncio da negociação foi feito em meio aos preparativos da Feira Internacional que será realizada em Macau, na China, com a participação da indústria brasileira, em especial, de indústrias do Norte do Estado. O evento ainda está sendo organizado, podendo empresários e artesãos participarem desta exposição no continente asiático, que acontece entre os dias 23 e 26 de outubro deste ano.
A China tem um mercado de 1,3 bilhão de habitantes, com o Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de US$ 1,2 trilhão de dólares. A economia chinesa tem crescido em média 9,3% ao ano, enquanto o Brasil, cerca de 4,5%. As perspectivas para negócios na China dão conta que nós próximos 30 anos, por exemplo, o País vai precisar de milhões de toneladas de grãos (soja, milho), produtos manufaturados e, principalmente, leite e seus derivados. Aliás, já está faltando leite na China. Londrina poderia entrar fortemente neste mercado, declara Ling Xiao Ming, diretor comercial da BPC.
A Câmara quer, principalmente, intermediar e fomentar negócios entre Brasil e China. Dando prioridade para o Norte do Paraná, declara Bruno Pedalino, presidente da BPC. A Câmara, que foi criada em 2004, também pretende dar oportunidade para qualquer empresário brasileiro entrar com seus produtos no mercado asiático. O objetivo é trazer indústria, comércio, negócios para o Paraná. Como contrapartida, empresários brasileiros também poderão apresentar, negociar e até fabricar seus produtos em terras orientais.
Para está ligação, a Câmara tem correspondentes na China para fazer a ponte de negócios entre Brasil e China. A iniciativa de uma câmara comercial fundada numa cidade do interior do País é inédita, segundo Pedalino. Tanto é que esta é a primeira Câmara fundada no interior do Brasil. E Londrina tem esta Câmara, destaca o presidente da BPC.
Uma área de 3 mil metros quadrados está reservada para que empresários e artesãos brasileiros possam expor na Feira Internacional de Macau, em sua 13ªedição. O espaço não será cobrado para que expositores mostrem seus produtos, só pagarão o custo do transporte do produto até a China para exposição. Empresários interessados já começam organizar excursão via BPC para participar da feira.
O interessado em expor seus produtos no mercado chinês, pode telefonar às terças e quintas-feiras, sempre das 9h às 12h, para (43) 3333-1755. O vice-presidente da BPC, Adalberto Brandalize, explica que mediante contato do empresário ou artesão, a Câmara dará o encaminhamento burocrático necessário para que os produtos cheguem em Macau, para a feira.
Brandalize calcula que os negócios que poderão sair destes primeiros contatos são incalculáveis. Os negócios na China sempre são gigantescos, afirma. Segundo ele, há até problema de infra-estrutura da indústria brasileira para dar suporte à demanda chinesa. É o maior mercado mundial, declara Brandalize.


