Paraná está exportando menos farelo de soja
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quarta-feira, 14 de janeiro de 1998
Agência Folha 
ArquivoEmbarque de grãosCom a isenção do ICMS houve excesso nas exportações de grãos e redução de fareloAs cooperativas do Paraná estão privilegiando o mercado interno brasileiro para a venda de seus estoques de farelo de soja. Um quadro de escassez do produto, em razão da entressafra do complexo soja, e os preços internos mais atrativos que o mercado internacional estão inibindo a oferta do produto para exportação. Segundo Nelson Costa, da Ocepar, a situação só deverá ser normalizada a partir da segunda quinzena de fevereiro, quando a soja da safra 97/98 começa a chegar à unidades de moagem de soja.
Outro fator que aumentou a escassez do farelo no período da entressafra (de outubro a janeiro) foi a isenção de ICMS para a exportação de produtos agrícolas. Na safra passada, muitas cooperativas paranaenses exportaram soja em grão, o que resultou num aperto ainda maior na oferta de farelo. A Cocamar tinha ontem um estoque de apenas 7.000 toneladas de farelo.
Segundo Aureo Inácio Alves Ferreira, do setor de comercialização da
Cocamar, o produto era preferencialmente para antigos clientes do mercado interno e cooperados.
Ferreira apontou também o preço do produto no mercado interno brasileiro, R$ 300 a tonelada, como outro fator para a retenção do farelo no Brasil. Para o mercado externo, o produto estava hoje sendo cotado entre R$ 220 e R$ 230.
Na Coamo, maior cooperativa brasileira, o farelo estava sendo entregue a cooperados a R$ 290 a tonelada a granel. A Coamo não informou o estoque
disponível.
Segundo Costa, da Ocepar, a partir da segunda quinzena de fevereiro, a
oferta de farelo estará normalizada com a entrada no mercado da safra
paranaense.
O Paraná, em uma área plantada de 2,77 milhões de hectares, deverá ter uma produção entre 7 milhões e 7,7 milhões de toneladas de soja, de acordo com projeções do Deral.


