Os três projetos previstos para o Paraná estão com o licenciamento parado, segundo o diretor-presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Vitor Hugo Burko. No caso de Baixo Iguaçu, por exemplo, não está definido de quem é a competência para avaliar o empreendimento do ponto de vista ambiental. ''Como há o risco de o projeto provocar impactos no Parque Nacional do Iguaçu, há uma divergência se o licenciamento é com o IAP ou com o Ibama'', explica o executivo.
Sobre Telêmaco Borba, o presidente do IAP afirma que a dificuldade está na ausência de um estudo integrado da bacia hidrográfica do rio Tibagi, onde está localizada a usina. Sem avaliação dos impactos sinérgicos de vários aproveitamentos hidrelétricos no mesmo rio, Burko alega que a LP não será concedida. ''Existem outros projetos previstos para o Tibagi. É preciso verificar se rio comporta ou não o impacto dessas usinas'', justifica.
A exigência do estudo integrado pode, inclusive, afetar a implantação da hidrelétrica Mauá, que será construída no rio Tibagi pela Eletrosul e pela Copel. ''Em algum momento do processo de licenciamento iremos exigir esse estudo'', disse. Segundo Miranda, a EPE já está elaborando o estudo de Avaliação Ambiental Integrada (AAI) do rio Tibagi que irá solucionar a exigência ambiental demandada pelo IAP.
Em relação a Salto Grande, Burko diz que o licenciamento está paralisado pela falta de estudos ambientais complementares. Fato que revela a preocupação do governo com as usinas do Paraná foi o encontro, no último dia 24 de outubro, entre o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, e o governador paranaense, Roberto Requião, para discutir a situação dos empreendimentos. Hubner foi ao Paraná solicitar ajuda de Requião para viabilizar as usinas.
As usinas com chances mais remotas de participar do leilão em 2008 são as que estão entre Piauí e Maranhão. Os cincos projetos, localizados no rio Parnaíba, ainda estão em fase de estudo de viabilidade técnico, econômico e ambiental pela Chesf, em parceira com a CNEC, ligada à Camargo Corrêa, e com a Queiroz Galvão.
Logo após o último leilão de energia, realizado este mês, Hubner revelou que o governo também trabalhava para disponibilizar novas hidrelétricas no rio São Francisco. Assim como no Parnaíba, os projetos no ''Velho Chico'' estão sendo estudados pela Chesf. A estatal encontrou três aproveitamentos: Pão de Açúcar, Pedra Branca e Riacho Seco, que somam 830 MW de potência instalada. Apenas o inventário da primeira usina já foi concluído, em parceria com a Construtora Norberto Odebrecht (CNO) - os outros dois empreendimentos estão sendo avaliados em consórcio com a CNO e a Desenvix.

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