Paraná espera produzir mais álcool e açúcar ano que vem
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sábado, 23 de dezembro de 2000
Marta Medeiros De Maringá 
A Associação dos Produtores de Açúcar e Álcool do Paraná (Alcopar) está projetando um aumento de 15% na produção de álcool em relação ao período de 2000/01.
Segundo a entidade, o complexo sucroalcooleiro estadual deve produzir na safra 2001/02, que começa em abril, 1 bilhão de litros de álcool e 1,2 milhão de toneladas de açúcar. Esses volumes, baseados na perspectiva de produção de 22 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, devem significar uma movimentação financeira superior a R$ 2 bilhões.
Os números estão projetados pelos preços médios de R$ 520,00 para a tonelada de açúcar; de R$ 680,00 o metro cúbico de álcool e R$ 20,00 a tonelada de cana.
Conforme o presidente da Alcopar, entidade com sede em Maringá, Anísio Tormena, as projeções não levam em conta os investimentos com insumos, máquinas e equipamentos das 28 unidades produtoras do Estado.
Tormena lembra que por causa da falta de investimentos em tratos culturais nos anos anteriores devido à descapitalização das usinas, das estiagens e geadas, a safra canavieira contabilizou uma quebra de 25%, levando o setor a movimentar cerca de R$ 1,3 bilhão este ano.
Nesta safra, as 28 usinas paranaenses produziram 850 milhões de litros de álcool e 1 bilhão de toneladas de açúcar para uma colheita que totalizou 19,1 milhões de toneladas de cana.
Os volumes de álcool foram 18% inferiores aos alcançados na safra passada, enquanto o açúcar reduziu 30%. Segundo Tomena, o volume de açúcar diminuiu também porque o setor decidiu priorizar a produção de álcool.
Objetivo do setor para o próximo ano é retomar a atividade no Estado e recuperar a segunda posição, perdida este ano para Alagoas e ficar atrás apenas de São Paulo. A Alcopar projeta também um aumento de 30% nas exportações de açúcar movimentando em torno de US$ 200 milhões.
Para o presidente da entidade, o setor confirma a sua importância nas atividades socioeconômicas do Paraná já que proporciona 74 mil empregos diretos. A Alcopar estima que 500 mil paranaenses esteja envolvidos direta ou indiretamente com o segmento que está presente em 136 municípios. Pelas contas da entidade, o setor vai gerar no próximo ano R$ 150 milhões de impostos.


