Com a venda da Universidade Norte do Paraná (Unopar), em dezembro, para a Kroton Educacional, o Estado mostrou a sua abertura para fusões e aquisições com grandes grupos. A avaliação é do presidente da Hoper - Consultoria em Educação, Ryon Braga. Ele considera que o Paraná deu apenas o ponta-pé inicial para este mercado. ''Devem acontecer grandes negócios de compra e venda de instituições neste ano que faz o Estado ingressar neste cenário de competição nacional. A Unopar foi a primeira mas não será a última'', prevê.
Ele adianta que grandes grupos estão de olho no Estado. ''Além da Krothon, a Estácio entrou em Curitiba comprando uma instituição pequena e a Anhanguera está tentando comprar outra também na Capital.''
Conforme avalia, por um lado, isso é bom porque dá mais opções aos estudantes, como portfólio maior de cursos e valores menores de mensalidades. Por outro, é necessário atentar para a qualidade. ''Entre os grandes grupos que detêm 34% de todos os alunos do setor privado há os que investem em qualidade e outros nem tanto. Então vai depender de quem vai para o Paraná'', justifica.
De acordo com Braga, o ensino superior privado paranense tem diferencial acima da média nacional tanto em qualidade quanto em estabilidade entre as instituições. ''Não há ocorrências de uma quebrando a outra, com guerra de preço como houve no Rio e São Paulo'', compara. O mercado de ensino superior privado do Paraná movimenta R$ 1,6 bilhão por ano e o de Londrina R$ 482 milhões. (A.V.)

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