Paraná é terceiro no País em novos empregos
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segunda-feira, 23 de julho de 2012
Fábio Galiotto <br> Reportagem Local 
O Paraná é o terceiro Estado do País em número de empregos gerados no primeiro semestre de 2012, com 89.121 novas vagas, fechando positivo em 3,56%. No período, foram 124.777 carteiras assinadas ante 119.642 demissões, segundo balanço divulgado ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
Das novas vagas em todo o País, 8,5% foram criadas no Paraná, de acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O desempenho está atrás apenas de São Paulo, com 335.980, e Minas Gerais, com 179.074. No País, foram 1.047.914 empregos criados no ano, ou 2,76% mais do que as demissões.
Para o presidente do Ipardes, Gilmar Lourenço, o número de empregos acumulados em 12 meses foi relevante no Paraná. Os setores que seguraram o nível de empregos do Estado em alta foram serviços (2.634 postos), comércio (1.240) e indústria de transformação (1.192). ''O Paraná teve diferença favorável em relação ao País na indústria'', conta Lourenço, ao citar o setor como o principal afetado pela crise econômica.
Ele diz que o acumulado dos últimos 12 meses mostra o aquecimento econômico no Estado. O Paraná ganhou 112.482 novos empregos no período. Foram 1.573.359 contratações e 1.460.482 demissões no período, ou 4,6% a mais. Também desde junho de 2011, o Brasil ganhou 1.527.299 postos de trabalhos. Foram 21.637.014 novas carteiras assinadas ante 20.109.715 demitidos, ou 4,08% a mais.
Crescimento menor
Em junho, porém, a quantidade de novas vagas no Paraná teve pouca elevação, com 0,2%, reflexo da retração da economia desde 2010. O economista Cid Cordeiro, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese), afirma que a retração era esperada e havia previsão de que chegaria ao mercado de trabalho, apesar de ter superado as expectativas.
Ele cita como exemplo a construção civil, que crescia a passos largos, mas que diminuiu o número de novos postos de trabalho. Tanto que foi o único com mais demissões do que admissões em junho, com 833 vagas a menos, ou 0,52%. ''A construção civil teve uma queda no desenvolvimento, mas ainda é um ritmo bom de crescimento no ano'', diz Cordeiro.
Gilmar Lourenço afirma que a tendência é de uma recuperação da economia brasileira a partir de agosto. Assim como Cid Cordeiro, ele vê com otimismo o panorama de investimentos no Estado e no País, principalmente depois das medidas econômicas promovidas pelo governo brasileiro neste ano.


