Imagem ilustrativa da imagem Paraná é segundo em produtos para pets
| Foto: Ricardo Maia/Divulgação
A Cooperativa Integrada, de Londrina, tem uma produção modesta de ração para pets: são 300 toneladas por mês, apenas para cães



O Paraná é o segundo estado brasileiro em produção de alimentos para animais de estimação. Das 2,59 milhões de toneladas previstas para este ano, 650 mil devem ser produzidas por fábricas paranaenses, que perdem apenas para o mercado paulista (com produção estimada em 700 mil toneladas). As rações para bichos de estimação representam 67,5% dos R$ 19,2 bilhões que o mercado pet deve movimentar este ano no Brasil. As exportações – outro ponto em que o Paraná se destaca – chegaram a US$ 47 milhões no primeiro trimestre de 2016.
O faturamento do setor deve crescer 6,7% em relação a 2015. Se confirmado, o incremento será menor que o registrado no ano passado, que fechou com faturamento 7,6% maior que em 2014, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).
Apesar do cenário, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) indica que há 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos nos lares brasileiros - dos 65 milhões de domicílios, 44,3% possuem pelo menos um cachorro e 17,7% pelo menos um gato.
Outra pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, a pedido da Mars - responsável por linhas de chocolates e doces, de alimentos e de pet care -, traça o perfil dessas pessoas: a maioria dos brasileiros proprietários de cães é homem, casado, mora com mais de uma pessoa e é de classe AB. Já os proprietários de gatos são, em sua maioria, mulheres, solteiras, que moram em apartamentos e são de classe BC.
De olho nesse potencial, a Mars vai inaugurar no início de 2017 nova planta em Ponta Grossa, a quinta no Brasil. A unidade terá investimentos de R$ 160 milhões. A localização geográfica, a qualidade de mão de obra e o ambiente favorável aos negócios são os pontos elencados pela companhia para a escolha pelo município paranaense. Devem ser gerados cem empregos diretos e indiretos.
A planta é parte da estratégia de expansão e de aprimoramento das unidades no Brasil, iniciada em 2012, com previsão de encerramento em 2020, com investimentos da ordem de R$ 1 bilhão. A companhia não abre números de produção ou de faturamento no Brasil.
A assessoria de comunicação da Mars ressalta que Ponta Grossa "fica em um importante entroncamento rodoferroviário com fácil acesso a toda a região Sul do Brasil, ao estado de São Paulo e ao Porto de Paranaguá, por onde poderemos exportar parte da produção futuramente".
A empresa classifica a região Sul como importante produtora de matérias-primas e consumidora de alimentos para animais de estimação, o que torna a localização "duplamente interessante e impactante no negócio e nos custos de produção e distribuição". O apoio dos governos estadual e municipal também é citado pela empresa para a escolha da localização.
Em Ponta Grossa, o foco será a produção de alimentos para pets, mas a companhia ainda estuda se a produção será focada nas linhas seca, molhada ou ambas – a decisão será tomada com base no perfil de consumo da região.
Segundo o gerente da planta de Mogi Mirim, João Konstantinidis, praticamente toda a tecnologia presente na unidade que gerencia, o maior centro logístico da marca no Brasil, deve estar presente na fábrica paranaense. A unidade de Mogi Mirim foi inaugurada há 20 anos em uma área de 268 mil metros quadrados. Tem 48 mil metros quadrados de área construída e conta com 740 associados – como chamam seus funcionários -, que trabalham em três turnos de terça a domingo. A unidade trata todos os efluentes e reutiliza a água utilizada, além captar água da chuva para utilização.
A Cooperativa Integrada, uma das maiores do País, tem uma produção modesta de ração para pets: são 300 toneladas por mês, apenas para cães. Porém, investe R$ 25 milhões para ampliar a capacidade, com foco no mercado para cães. Segundo o gerente da unidade industrial de rações, Ingo Bartmeyer, a ligação com o campo fez com que a produção para animais de estimação ficasse um pouco em segundo plano, mas a demanda faz com que os holofotes se virem mais para os pets.
A nova unidade está em construção em uma área de seis mil metros quadrados e terá capacidade de produção de quatro toneladas ao mês.

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