A indústria paranaense seguiu a tendência nacional e fechou o mês de julho com um crescimento de 6,47% nas vendas em relação ao mês anterior. Mas o aumento nas vendas não se traduziu em empregos. No mesmo período, houve uma redução de 1,27% no número de postos de trabalho. O Paraná foi o Estado que mais demitiu. Com exceção do Ceará, todos os demais apresentaram aumento da taxa de desemprego.
As demissões paranaenses aconteceram na indústria de papel e papelão (-3,75%), produtos alimentares (-2,06%), química (-1,85%), mobiliário (-1,79%) e mecânica (-1,43%). Hoje, as empresas estão praticamente com o mesmo número de funcionários de julho de 1996, o que mostra a estagnação do setor.
Os números referentes à venda e ao desemprego na indústria paranaense foram divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), com quase um mês de atraso. Em volume de vendas, o Paraná ficou entre os Estados com crescimento positivo. Apenas a Bahia, Amazonas e Rio Grande do Sul fecharam o mês de julho com decréscimo.
Na média nacional, a indústria paranaense ficou aquém na comparação das vendas com o ano passado. Enquanto a indústria nacional aumentou as vendas em 7%, no Estado o crescimento foi de 2,4% entre julho deste ano e julho do ano passado.
O resultado da exportação dos últimos três meses mostra que os empresários paranaenses começaram a responder ao interesse do governo federal, que quer aumento no comercio com outros países. A venda de produtos para o exterior aumentou quase 21% em julho. Mas se os números forem comparados com o mesmo período no ano passado, há uma queda de 18,38%. A capacidade instalada do setor índustrial ficou em 79% em julho. A região norte ficou acima da média, com 89%.

mockup