O Paraná é uma das prioridades na estratégia de crescimento do Banco de Boston no Brasil. Apesar de querer iniciar uma política ofensiva de conquista de clientes no varejo em todo o País, o presidente do banco, Carlos Craide, admite que os planos para o Estado são distintos. As razões para esta política diferenciada, que inclui uma relação mais estreita também com as empresas, são ‘‘óbvias’’, segundo o presidente. ‘‘O Paraná é um Estado que está crescendo mais do que a média brasileira, e por isso queremos estar aqui‘‘.
Hoje, a carteira de clientes do Banco de Boston no Paraná contempla cerca de 2 mil pessoas físicas e 100 jurídicas. A meta, até o final do ano, é elevar para 3 mil o número de clientes pessoas físicas - um percentual considerado estratégico dentro dos planos de expansão do banco. Os números sobre os investimentos no segmento de pessoas jurídicas ainda são mantidos em segredo pelo presidente do banco, que afirma que os estudos sobre o assunto deverão estar concluídos dentro de 90 dias. Ele revelou apenas que uma destas estratégias incluiria a colocação de Postos de Atendimento Bancário (PAB) dentro das empresas instaladas na Região Metropolitana de Curitiba.
O plano do banco para o Brasil, no entanto, é concentar esforços na conquista de clientes pessoas físicas. Até o final de 98, a intenção do Banco de Boston é fazer com que as pessoas físicas respondam por 50% do faturamento da instituição no Brasil. Para contemplar estes planos, o banco pretende comprar os bancos Credireal e Meridional, que deverão ser privatizados nas próximas semanas.
Além destas duas instituições, Carlos Craide também deixa claro o senso de oportunidade do Banco de Boston no aproveitamento do ‘‘vácuo’’ deixado no mercado pela saída de bancos grandes, como o Bamerindus. ‘‘Vamos aproveitar o momento de adaptação cultural destas instituições para conquistar novos clientes’’, avisa, referindo-se ao banco inglês HSBC e ao espanhol Santander, que há pouco tempo adquiriu o Banco Geral do Comércio. O objetivo do banco é promover, a cada ano, a abertura de 10 novas agências.
Na política de conquista de mercado, o presidente anuncia que em breve o Banco de Boston deverá baixar para R$ 25 mil o valor da renda anual exigida para abertura de contas-correntes. Atualmente, este valor é de R$ 50 mil. O banco também pretende investir na ampliação de sua carteira de crédito imobiliário, que hoje está entre as cinco maiores do Brasil.

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