Paraná e Paraguai se unem contra aftosa
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
Da Redação 
O Paraná e o Paraguai vão agir juntos na adoção de medidas de prevenção primária contra a febre aftosa nos municípios localizados na faixa de fronteira entre o Brasil e o país vizinho. Técnicos da Secretaria da Agricultura, do governo do Paraguai e de representantes da iniciativa privada de ambos os países se reunem hoje em Curitiba, durante a 3 Reunião Bilateral, para decidir sobre o plano de ação que visa erradicar o vírus da doença na América do Sul.
O vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, lembrou que as ações e procedimentos que serão adotados pelo Estado do Paraná e pelos Departamentos de Canindeyú e Alto Paraná, no Paraguai, foram definidos durante a 2 Reunião Bilateral, que aconteceu na cidade de Mariano Roque Alonso, região metropolitana de Assunção, em novembro do ano passado.
Segundo Pessuti, o plano de ação conjunta, voltado à erradicação da febre aftosa, é a medida mais eficiente para impedir que o vírus da febre aftosa continue a aparecer na região. ''Devemos ressaltar que esse plano de ação conjunta tem, como colunas de sustentação, a vigilância epidemiológica, a educação sanitária e as ações emergenciais sincronizadas'', informou.
Durante a reunião de hoje, os participantes vão estabelecer o gerenciamento das propriedades com gado, situadas até 25 quilômetros em ambos os lados da fronteira. No Paraná, a iniciativa vai abranger 8.745 propriedades de 11 municípios, onde se concentram 205.700 animais. Os municípios são Guaíra, Mercedes, Marechal Cândido Rondon, Pato Bragado, Entre Rios do Oeste, Santa Helena, Missal, Itaipulândia, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha do Itaipu e Foz do Iguaçu.
Os participantes da reunião ainda vão discutir a metodologia usada para identificar os animais das propriedades. O Paraná propõe que a identificação seja feita, pelo menos no Estado, através do número do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov).
''O objetivo dessa identificação é controlar a movimentação clandestina de animais'', explica o diretor do Departamento de Fiscalização (Defis) da Secretaria da Agricultura, Felisberto Baptista.
Na pauta do encontro, ainda está a discussão sobre o sistema de vacinação que será adotado conjuntamente pelo Paraná e o Paraguai. No Estado, a vacinação será feita nos 205.700 animais, distribuídos nos 11 municípios citados. Segundo Baptista, já foi acertada a vacinação conjunta e assistida contra a febre aftosa nos municípios de fronteira com agulha oficial.
''A vacinação acontecerá durante o mês de fevereiro. O objetivo é alcançar a cobertura de 100% dos municípios da fronteira entre o Paraná e os Departamentos de Canindeyú e Alto Paraná'', disse Baptista.


