O Paraná é o quinto no ranking dos Estados nos quais mais gente vive com renda familiar per capita acima de cinco salários mínimos. Também ocupa a mesma posição entre os com menos habitantes com renda familiar per capita de até ¼ de salário mínimo. Os números fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2013, estudo divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
O Distrito Federal é o primeiro da lista das unidades da federação com mais gente ganhando bem. Lá, 13,3% se encontram na faixa de mais de cinco salários mínimos (R$ 3.390) de renda familiar per capita. Depois, vêm Rio de Janeiro (5,1%), São Paulo (4,9%), e Mato Grosso do Sul (4,7%). No Paraná, 4,3% da população vivem nesta faixa de renda. No outro extremo do ranking, está o Maranhão, onde apenas 1,1% dos habitantes gozam de renda per capita acima de cinco salários mínimos.
Na lista dos com menos pobres, o Paraná também vem em quinto lugar, empatado com o Rio Grande do Sul. O campeão neste quesito é Santa Catarina. Lá, somente 1,3% das pessoas têm renda per capita menor que ¼ de salário mínimo, ou seja, R$ 169. Em São Paulo, são 1,9% nesta condição; em Mato Grosso do Sul, 3,3%. Entre paranaenses e gaúchos, 3,4% apresentam renda per capita familiar inferior a R$ 169.
No Paraná, a faixa entre 1 e 2 salários mínimos (R$ 678 a R$ 1.356) é a que concentra a maior fatia da população. São 31,7%. Com mais de meio e até um salário mínimo per capita (R$ 339 a R$ 678), são 29,2% dos paranaenses.
Economista e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Londrina, Márcio Massaro, ressalta que o Paraná está numa condição de renda mediana porque o processo de industrialização do Estado se intensificou há apenas 20 anos, com a chegada das montadoras à Região Metropolitana de Curitiba. "Temos uma tradição em serviços, uma atividade que não gera salários altos", afirmou. Ele ressalta que o Distrito Federal está no topo da lista devido à concentração do serviço público. "Lá estão os altos salários do Executivo, do Legislativo e do Judiciário", destaca.
Horas de trabalho
O estudo do IBGE também mostra a quantidade de horas gastas pelos brasileiros no trabalho principal e nos afazeres domésticos. No cômputo geral, os paranaenses trabalham 55,5 horas por semana. Os habitantes de outros 16 estados trabalham mais, sendo que os campeões, os pernambucanos, fazem 57,7 horas por semana. Na divisão por gênero, os homens do Paraná trabalham bem menos que as mulheres. São 51,8 horas por 56,8 horas.
Quando se trata apenas do trabalho principal, os paranaenses sobem para o ranking dos mais trabalhadores. Ficam em quinto lugar, com 40,5 horas (43,3 para homens e 36,9 para mulheres). Neste caso, os que mais trabalham, os catarinenses, fazem 41,8 horas e os que menos trabalham, os do Piauí, 34,2 horas.
Os paranaenses vão para o final da lista (24º lugar) quando o assunto são os afazeres domésticos. Os homens ocupam 8,5 horas semanais nessas atividades e as mulheres, 19,9 horas, o que dá uma média de 15 horas. No Piauí, primeiro do ranking, as mulheres fazem 26 horas semanais de afazeres domésticos e os homens, 11,9 horas – média de 21 horas.

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