A geração de empregos formais no país atingiu 181.796 novas vagas em julho, o segundo melhor desempenho para o mês da série histórica. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta quinta-feira. De acordo com o Ministério do Trabalho, o índice fica atrás apenas de julho de 2008, quando foram geradas mais de 200 mil vagas.
O emprego formal no país vem registrando alta desde janeiro, e acumula saldo de 1.655.116 novos postos com carteira assinada no ano, recorde da série histórica, iniciada em 1991. O número é 5,8% maior que o registrado no mesmo período de 2008 (1.564.606 postos). Os dados mantêm a expectativa de que, em 2010, sejam criadas 2,5 milhões de empregos formais. Com exceção de junho e julho, o ano bateu recordes em todos os meses.
O Paraná, segundo o Caged, seguiu a tendência de diversos estados do País, gerando, no mês de julho, 12.723 novos empregos com carteira assinada. O resultado é quase o dobro do mesmo mês do ano passado, que somou 6.922 vagas e colocou o Estado como o melhor da região Sul e destaque na geração de empregos junto com São Paulo e Minas Gerais
O Estado atingiu o total de 113.711 empregos formais até agora - resultado que supera com folga o resultado de 2009 inteiro - com 69.084 postos. Entre as atividades da economia paranaense, o setor de serviços foi o que alcançou melhor desempenho, com 3.713 contratações em julho e 37.167 nos primeiros sete meses do ano. Em seguida, aparece a indústria da transformação, com 3.667 no mês passado e 38.230 no acumulado do ano. O setor da construção civil gerou 2.716 empregos e 122.002 até o mês passado.
Os dados também mostram que as cidades do interior foram responsáveis pela maioria dos empregos no Paraná. Do saldo de 12.723 empregos em julho, 5.293 foram gerados na Região Metropolitana de Curitiba. Com esse último resultado, sobe para 2,3 milhões o número de trabalhadores do estado com registro formal.
No País o setor de serviços também foi o que gerou mais empregos formais no mês passado: 61.606, a maior marca para julho da série.
A geração de empregos na agricultura em julho (7.760 novos postos, ou 0,47% a mais do que no mesmo mês em 2009) se deve a atividades de serviço relacionadas à produção rural, como produção de frutas cívicas e uva, segundo o ministério.
A indústria de transformação gerou 41.530 postos, segundo melhor índice para o setor em meses de julho.
Londrina
Em Londrina, a geração de empregos formais em julho cresceu 72% em relação a junho. O saldo foi de 1.479 vagas (8.715 admissões contra 7.246 demissões), o melhor número da série histórica de julho desde 1999. O segundo maior número de criação de vagas aconteceu em 2004, com 1.150 empregos.
Do total de vagas geradas, 870 foram para o setor de serviços, 241 para indústria de transformação, 176 na construção civil e 163 no comércio. ''No mês passado, as empresas de terceirização de safra contrataram demais. Soma-se a isso a contratação de funcionários temporários pelo IBGE e o pessoal que está trabalhando na campanha eleitoral '', explicou Neiva de Cássia Sefrin, chefe da Agência do Trabalhador de Londrina do Sistema Nacional do Emprego (Sine).
Neiva ressaltou ainda a boa posição da indústria de tranformação no ranking de admissões. ''As indústrias estão contratando pois querem fazer estoque para o final do ano, que estará bastante aquecido, bem diferente dos anos de 2008 e 2009. Este ano todos estão bem motivados''.
De janeiro a julho, Londrina acumula um saldo recorde de 8.751 empregos formais, bem mais do que todo o ano passado, que somou um pouco mais de cinco mil vagas. ''No mês de julho, só ficamos atrás de Curitiba, que gerou 3.151 empregos. Acredito que continuaremos com bons números até o final deste ano'', completou Neiva.

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