O Paraná teve o quarto maior saldo de empregos criados em março no País, com 5.940 vagas, ou 0,22% mais do que em fevereiro. Conforme números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado ontem, foram 141,4 mil contratações e 135,4 mil demissões no Estado. No entanto, o resultado representa uma desaceleração em relação a fevereiro, quando o resultado foi de 25 mil novos postos de trabalho.
No Brasil, a criação de 13.117 vagas em março foi a mais baixa para o mês desde 1999. Também houve desaceleração em relação aos 112.450 empregos do mesmo mês de 2013, ou 88% a menos. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o saldo pode ter refletido parte das contratações de fevereiro, quando se verificou um incremento de 260.823, o segundo melhor para o mês na série histórica. No acumulado do trimestre, o País está com crescimento de 0,85% sobre o mesmo período do ano anterior, com 306.068 novos postos.
Para o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o resultado se deve ao carnaval tardio e ao fim do verão, que elevaram as contratações em fevereiro. "O comércio terminou uma temporada de verão onde houve muitas viagens, consumo. As festas de fim de ano e de verão tiveram o final da sua grande temporada, o que gerou o desemprego (de março)."
No trimestre, o Paraná fechou com 45.671 vagas, ou 1,68% a mais. O diretor de pesquisas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Suzuki, afirma que o resultado reflete o momento vivido pelo mercado de trabalho no País. Ele lembra que apenas 5% dos trabalhadores são considerados desocupados, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada também ontem. "Estamos com estoque de pessoas desocupadas pequeno, então é natural que o saldo não seja tão relevante como nos anos anteriores."
Suzuki destaca ainda o peso dos três estados da região Sul no balanço de março. Em variação positiva, Rio Grande do Sul (0,51%), Santa Catarina (0,32%) e Paraná (0,22%) estão entre os cinco primeiros, junto a Roraima (0,51%) e Piauí (0,35%). Em número de vagas, os estados sulistas perdem apenas para São Paulo. "A região se destacou como um todo, mesmo diante de estados com população maior", diz, ao lembrar que foram 24.062 empregos de saldo no total.

Inflação
Por setor, os destaques paranaenses foram serviços (3.279), indústria de transformação (2.839), agropecuária (289) e comércio. O lado negativo foi a construção civil, que reduziu 485 postos. O cenário local é parecido ao do País, com 37.482 em serviços e 5.484 na indústria. Diferenças que ajudam a explicar a pressão sobre preços no mercado, diz Suzuki. "Vivemos perto do pleno emprego e com a geração de emprego mais quantitativa do que qualitativa. A maioria é em serviços, que tem baixa produtividade, e não na indústria, o que ajuda a explicar a inflação atual", diz. (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Paraná é o quarto em novos empregos
mockup