O Paraná aparece em quarto lugar em competitividade na edição 2001 do Ranking dos Estados, divulgado ontem pela revista Amanhã e pela consultoria Simonsen Associados. A economia do Paraná tomou a posição do Rio Grande do Sul, mas por apenas um décimo de diferença na pontuação total. O diferencial foi a infra-estrutura paranaense, que ampliou em cinco vezes a diferença de pontos com o Estado gaúcho.

No ranking, o Paraná tem 157,4 pontos, bem próximo do Rio Grande do Sul, com 157,3 pontos. A federação mais competitiva é São Paulo, com 182,2 pontos, seguida por Minas Gerais (163,6) e Rio de Janeiro (162,6). Desde a primeira edição do ranking, em 1996, São Paulo figura como o Estado mais competitivo. Os resultados sempre mostram uma disputa acirrada entre Paraná e Rio Grande do Sul pelo quarto lugar. Em 1996 e 2001, o Paraná conquistou a posição. Em 1997 e 1999, os gaúchos ficaram na frente. Em 1998 houve empate.

A classificação leva em conta 98 indicadores sociais e econômicos, como estatísticas sobre analfabetismo, Produto Interno Bruto (PIB), renda per capita, leitos hospitalares, consumo de gasolina e energia, eletrodomésticos, número de agências bancárias, etc. O desempenho nesses indicadores gera pontos na classificação.

A grande novidade do ranking são a ascensão de Pernambuco ao grupo de elite na vaga do Distrito Federal, que pela primeira vez deixa a lista dos dez Estados mais competitivos.

De acordo com o diretor de Redação da revista Amanhã, Eugênio Esber, em alguns indicadores o Rio Grande do Sul se posicionou melhor, mas no geral o Paraná conseguiu vantagem. ''Se olharmos apenas a pontuação de riqueza, o Rio Grande vai melhor que o Paraná, por exemplo, mas já a infra-estrutura do Paraná ampliou a diferença, que era de 0,5 e passou a 2,5'', observou. Um dos indicadores em que o Estado não foi bem é do saldo comercial, sem aparecer nas primeiras quinze posições.

Pelo ranking, o Paraná figura como o sexto Estado na intenção de investimentos anunciados, com participação de 5,6% do total. São Paulo é o primeiro, com 26,4%. O Rio Grande do Sul recebe uma fatia de 4,4% das aplicações. Duas cidades da Região Metropoitana de Curitiba aparecem na lista dos dez municípios com maior poder aquisitivo no Paraná, que é composta por Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Colombo, Paranaguá e Guara

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