Paraná e Japão devem prorrogar parceria para prevenção de desastres naturais
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sexta-feira, 26 de abril de 2019
Mariana Franco Ramos - Grupo Folha 
Curitiba - O governo do Paraná, a empresa JRC (Japan Radio Company) e a Jica (Japan International Cooperation Agency) devem prorrogar a parceria que iniciaram em 2016 para prevenção de desastres naturais. A possibilidade de estender o acordo de cooperação por mais três anos foi debatida durante um seminário nessa segunda-feira (22), em Curitiba, que contou com a participação de representantes do Simepar e da Defesa Civil, inclusive de outros Estados.

A JRC cedeu sem custos o radar meteorológico Banda X, que entrou em funcionamento em junho de 2018, na região metropolitana de Curitiba. De curto alcance e voltado para os centros urbanos, ele costuma coletar dados com mais precisão que os demais. O monitoramento dos índices de chuva é feito a cada minuto e num ponto específico, e não de 15 em 15 minutos, como costumava ocorrer. Com isso, segundo os técnicos, fica mais fácil considerar os riscos de deslizamento.
O representante chefe da Jica, Hiroshi Sato, conta que a agência tem executado no mundo cooperações nesse sentido. No Brasil, o foco são deslizamentos e alagamentos. "As empresas privadas japonesas acumularam conhecimentos e tecnologia. Apesar de o programa terminar nesse ano, fico muito satisfeito que o Paraná e a Jica queiram dar continuidade. Espero que essas iniciativas pioneiras se espalhem em outros estados", afirma.
Ele destaca que, por razões geográficas e climáticas, o Japão é um dos países que mais sofrem com desastres naturais, principalmente tsunamis, terremotos e tufões. "A redução de risco é uma questão importante para o desenvolvimento do país", completa.
O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil do Paraná, Ricardo Silva, fez um paralelo entre Brasil e Japão, considerando desastres registrados em 2011. Naquela época, fortes chuvas levaram a deslizamentos, inundações e alagamentos no litoral do Estado. "Nossos irmãos japoneses enfrentavam um tsunami que atingiu toda costa leste do país", recorda.
"Todos os povos do mundo estão sujeitos a serem atingidos pelas forças da natureza. Por isso temos de investir na prevenção. Nossa grande responsabilidade é desenvolver ferramentas para prever e mitigar perdas humanas e materiais", acrescenta Silva.
Para o coronel Walter Nyakas Júnior, chefe da Casa Militar de São Paulo, que também esteve no encontro, o Paraná sempre foi uma referência em Defesa Civil, pelo profissionalismo e seriedade. "Nossa relação é muito próxima e a gente veio aqui buscar conhecimento". De acordo com ele, "a Defesa Civil é um sistema. É muito importante que todos os Estados interajam e atuem juntos. Esse tema muito nos interessa".


