Paraná é declarado área livre de aftosa
Vânia Casado
De Curitiba
O Paraná será declarado área livre de febre febre aftosa com vacinação. A declaração será anunciada hoje em Brasília pelo ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, quando ele apresenta o resultado dos exames de sorologia realizados desde o dia 1º de agosto. Com isso, caem as barreiras sanitárias impostas pelos países desenvolvidos e o Paraná tem acesso aos mercados que valorizam a carne bovina como os países da Comunidade Européia, Japão e Estados Unidos. A Secretaria da Agricultura prevê um incremento de 1.000% nas exportações do Estado.
Entre carne suína e bovina, o Estado exporta 33 mil toneladas por ano com um faturamento de US$ 38 milhões. Com a declaração de área livre de febre aftosa, este número deve crescer para 200 mil toneladas, elevando o faturamento para US$ 368 milhões.
Junto com o Paraná, também serão declarados área livre de febre aftosa com vacinação os demais estados do Circuíto Pecuário Centro Oeste como São Paulo, parte de Minas Gerais (restrita ao Triângulo Mineiro e Extremo-Oeste do estado), do Mato Grosso, Distrito Federal e Goiás. A região tem um rebanho de 62 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos, segundo cálculos do Ministério da Agricultura.O estado do Mato Grosso do Sul, e a região Norte dos estados de Mato Grosso e Goiás e parte de Minas Gerais ficarão como área tampão, ou seja em processo de declaração de área livre, credenciamento conquistado após a decorrência de 24 meses consecutivos sem a ocorrência da doença no rebanho de bovinos e bubalinos.
Agora, os relatórios da sorologia serão encaminhados à Organização Internacional de Epizootias (OIE), na França, para que o circuito seja reconhecido internacionalmente como zona livre com vacinação. O reconhecimento internacional deve ocorrer em maio de 2.000. Atualmente, apenas os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina são considerados zona livre de aftosa com vacinação, há 2,5 anos.
O Paraná está há quase cinco anos sem registrar nenhum foco de febre aftosa. O secretário da Agricultura, Antonio Poloni, atribui a conquista ao empenho dos pecuaristas paranaenses, ao esforço dos técnicos do governo do Estado e da iniciativa privada, ao trabalho de todas as entidades que compõem o Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) e aos investimentos feitos pelo Paraná em defesa sanitária. Só o ministério da Agricultura liberou R$ 7,2 milhões nos últimos 2,5 anos, afirmou o delegado do ministério no Paraná, José Roberto Borguetti. Nos últimos 15 dias, foram liberados R$ 2,35 milhões que estão sendo aplicados na melhoria da infra-estrutura da Sanidade Agropecuária como a compra de equipamentos e veículos para fiscalização.
Com a declaração de área livre de febre aftosa, o trânsito de animais e de carnes de áreas consideradas tampão como Mato Grosso do Sul para áreas livres terá restrições severas. Os animais que tem como destino uma outra propriedade terão que passar por um período de quarentena de 30 dias nos estados de origem e mais 15 no destino final. Além disso terão de ser submetidos a um teste de febre aftosa no estado de origem e um reteste no destino final.
Já os animais para abate ficarão de quarentena e submetidos a teste somente no estado de origem. O trânsito de carnes só será permitido para mercadorias oriundas de frigoríficos com SIF (Serviço se Inspeção Federal) e mesmo assim terá que ser desossada. No Paraná só será permitida a entrada de animais e carnes somente pelas barreiras de Guaíra e Porto São José, região Noroeste que faz divisa com o Mato Grosso do Sul.Campanhas de vacinação foram eficientes. Assinatura da portaria pelo ministro, hoje, abre mercado para a carne paranaense
TRÂNSITO LIVRECom a assinatura da portaria ministerial, hoje, caem as barreiras sanitárias e o Paraná torna-se potencial exportador de carne





