Paraná é 6º em acidentes fatais
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quinta-feira, 24 de abril de 1997
Sucursal de Curitiba 
Arquivo FolhaPrevençãoCampanha da CNI quer enfatizar as precauções que devem ser tomadas para evitar acidentes no trabalhoO Paraná é o sexto Estado do País com o maior índice de trabalhadores que morreram vítimas de acidentes de trabalho. Os últimos dados levantados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que 362 pessoas perderam a vida trabalhando em 1995. Outras 620 ficaram inválidas. Para tentar reverter o quadro, a CNI lançou uma campanha nacional contra os acidentes. A campanha foi apresentada ontem à noite em Curitiba.
Com o slogan Prevenção é Vida, a confederação está dando palestras e cursos que enfatizam as precauções que devem ser tomadas tanto pelo empregador quanto pelo empregado. O trabalho de conscientização está sendo feito através de palestras, seminários e mídia. A idéia é alertar a população para a necessidade de reduzir os índices, principalmente através do uso diário de equipamentos de segurança.
O setor que mais contribui para aumentar as estatísticas é o extrativista, responsável por 77,3% das mortes registradas no Estado. Logo abaixo aparece a construção civil, com 76,4%, e o transporte com 62,7%. Os setores que mais deixaram trabalhadores inválidos são os mesmos que causaram as mortes.
O número relativo aos acidentes de trabalho é alto em todo o País. Antes do Paraná, aparecem o Mato Grosso, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. No Mato Grosso, 36 trabalhadores morrem a cada grupo de 100 mil pessoas, enquanto a relação é de 20,7 para cada 100 mil, no Paraná. O menor índice é no Distrito Federal, com 5,2 para cada 100 mil.
Para a Confederação Nacional da Indústria, investir em prevenção representa reduzir o custo Brasil. Diante dos prejuízos decorrentes dos acidentes e das doenças profissionais, acaba sendo mais barato investir em prevenção, afirmou o presidente da CNI, Fernando Bezerra. Segundo a Previdência Social, o Brasil gasta cerca de R$ 4 bilhões por ano em acidentes de trabalho. O INSS arrecadou R$ 2,5 bilhões e gastou R$ 850 milhões com tratamento médico e indenizações a trabalhadores e famílias em 95.


