O Paraná é o terceiro estado do País que mais gerou empregos no primeiro semestre, com 83.679 postos de trabalho a mais do que no mesmo período do ano passado. Atrás apenas de São Paulo (290.864) e Minas Gerais (129.357), a região ficou ainda com o quinto maior salário médio de admissão, com R$ 1.036,22, segundo dados divulgados ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
No mês de junho, o saldo entre contratações e demissões ficou positivo em 5.257, o oitavo melhor do País. Entre os setores que mais contribuíram para o resultado estão serviços, com criação de 3.049 empregos, agropecuária, com 937, e comércio, com 797. Por cidades, Rolândia criou mais vagas em junho, com 443. Na sequência aparecem Maringá, com 440, e Londrina e Curitiba, com 330 cada. O detalhe foi que que apenas o interior do Estado foi responsável pelo avanço, já que houve fechamento de 31 empregos na Região Metropolitana de Curitiba (RML).
O consultor da Associação Comercial do Paraná, Claudio Shimoyama, também diretor executivo do Instituto Datacenso, afirma que a RML é forte na indústria metalmecânica e, por isso, tem sofrido com perda de vagas. "São empresas voltadas para a exportação e, como o País não tem conseguido exportar, acabam reduzindo a quantidade de mão de obra."
Professora de economia na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Katy Maia completa que Londrina chega a ter 80% das vagas em serviços e que, por isso, o resultado na RML foi pior. "É bom para que se veja que é preciso diversificar as atividades econômicas pelo Estado", diz. Ela lembra ainda que é preciso aumentar a produtividade, com a especialização da mão de obra, para dar mais competitividade à indústria nacional.
Por outro lado, Shimoyama diz que o saldo continua positivo porque segmentos como hoteleiro, de turismo, de supermercados e de farmácias estão bem. "O Paraná é destaque e vem crescendo acima da média brasileira. A taxa de desemprego da região metropolitana é uma das menores."

No País
O Brasil gerou 826,1 mil novos empregos com carteira assinada no primeiro semestre, com 11,439 milhões de admissões e 10,613 milhões demissões, segundo o Caged. O resultado foi o menor desde o mesmo período de 2009, de 397,9 mil novas vagas, e é 21% menor do que os 1,047 milhão de postos de trabalho dos primeiros seis meses de 2012.
Os setores em destaque foram serviços (361,1 mil), indústria (186,8 mil) e construção civil (133,4 mil). Os piores foram administração pública, negativo em 30,8 mil vagas, comércio, com menos 13,6 mil e extração mineral, com deficit de 3,1 mil. Em relação a junho, o saldo de empregos gerados foi ligeiramente superior ao do mesmo mês no ano passado, 123,8 mil ante os 120,4 mil em 2012.
Katy explica que, como o crescimento do País tem sido pequeno, isso se reflete na queda na criação de empregos. "Os desafios são conter a inflação e conseguir credibilidade com empresários para que invistam aqui", conta. Para o segundo semestre, no entanto, o consultor da ACP se mantém otimista. "O consumo sempre aumenta nessa época, quando já se fala em 13º (salário), e o governo tem combatido a inflação." (Com Agência Brasil)

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