A política de atração de novas empresas levou o Paraná a ocupar, nos últimos 14 meses, o terceiro lugar no ranking dos Estados que estão recebendo o maior número de investimentos no Brasil. Segundo dados da empresa de consultoria Simonsen & Associados, o Paraná ficou com 10,1% dos projetos programados pela iniciativa privada no País, sendo superado apenas pelos Estados de São Paulo, que recebeu 29,6% dos recursos, e Minas Gerais, com 19,8%.
O total de investimentos no Paraná soma, até agora, R$ 8,6 bilhões. Com o anúncio de novos investimentos no Estado, prometido pelo governo para daqui a 60 dias, este volume deverá chegar a R$ 10,2 bilhões. Com este resultado, o Estado deverá aumentar sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, disputando com o Rio Grande do Sul, o quarto lugar na lista das maiores economias do País. Se o volume de investimentos for mantido, e com o retorno financeiro dado pelas indústrias que estão se instalando no Estado, o Paraná deverá responder, até o ano 2000, por 7% do PIB nacional.
Antes do início da política de atração de empresas, a participação do Estado no PIB vinha mudando lentamente. Em 1970, o Paraná detinha 5,5% do PIB nacional e chegou a 6,6% no final de 1995. Com os novos recursos, dirigidos ao setor industrial, o Paraná poderá superar o percentual de participação atual do Rio Grande do Sul na economia nacional, que há dois anos respondia por 7,3% do PIB. Atualmente, a economia paranaense já supera a soma de participação no PIB dos sete Estados da Região Norte (4,9%) e quase se equipara ao total gerado pelos Estados do Centro Oeste (6,9%).
EmpregoEstudos, que resultam de análises feitas pela empresa Simonsen & Associados e KPMG Corporate Finance, divulgados pela Agência Estado, mostram que o número de oferta de empregos também tem crescido no Paraná. Desde o início do processo de atração de empresas, mais de 71 mil empregos diretos e cerca de 350 mil indiretos teriam sido gerados no Estado.
O secretário estadual de Indústria e Comércio, Nélson Justus, acredita que o que está atraindo os investimentos não são os incentivos fiscais. ‘‘As empresas têm escolhido o Paraná pela qualidade de vida e pela infra-estrutura‘‘, observa, lembrando que os incentivos fiscais são um mecanismo de atração de curto prazo. Para o consultor José Luiz Saicali, sócio-diretor da KPMG Corporate Finance - que inclui o Paraná na lista dos Estados que mais atraem o interesse dos investidores -, a concessão de incentivos fiscais foi tão generalizada no País que não chega a ser decisiva na escolha. ‘‘Os empresários analisam a infra-estrutura dos Estados, e consideram questões como custo de transporte e qualidade da mão-de-obra’’, observa.

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