Paraná é 3º do país em armazenagem agrícola
Estado concentra 14,6% do total nacional de estabelecimentos, com capacidade de estocar 35,7 milhões de toneladas de grãos e outros produtos
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quinta-feira, 11 de junho de 2026
Estado concentra 14,6% do total nacional de estabelecimentos, com capacidade de estocar 35,7 milhões de toneladas de grãos e outros produtos
Da Redação 

O Paraná possui a terceira maior rede de armazenagem agrícola do Brasil, de acordo com dados da Pesquisa de Estoques divulgada nesta quinta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ). O Estado reúne 1.372 estabelecimentos armazenadores, o equivalente a 14,2% do total nacional, além de capacidade instalada para 35,7 milhões de toneladas de produtos agrícolas, o que representa 16,6% da capacidade brasileira.
O volume coloca o Paraná atrás apenas do Mato Grosso, líder nacional com capacidade para 64,2 milhões de toneladas, e do Rio Grande do Sul, com 38,9 milhões de toneladas. Em número de estabelecimentos, o Estado também ocupa a terceira posição nacional.
Sozinho, o Paraná possui capacidade de armazenagem mais de duas vezes superior à disponível em todos os estados do Nordeste juntos, que somam cerca de 14,7 milhões de toneladas. O resultado reforça a posição do Estado como um dos principais polos produtores e exportadores do agronegócio brasileiro.
Os silos são a principal estrutura de armazenagem do Estado, respondendo por 20,7 milhões de toneladas de capacidade, ou cerca de 58% do total. Considerados o modelo mais adequado para a conservação e movimentação de grãos em larga escala, eles permitem maior eficiência operacional, melhor controle de qualidade e menores perdas durante o armazenamento. Outros 10,5 milhões de toneladas estão distribuídos em armazéns graneleiros e granelizados, enquanto os armazéns convencionais, estruturais e infláveis somam 4,5 milhões de toneladas.
Entre os municípios do Estado, Ponta Grossa possui a maior capacidade instalada, com 2,6 milhões de toneladas. Também se destacam Paranaguá, com capacidade para 1,49 milhão de toneladas; Guarapuava, com 1,38 milhão; e Toledo, com 1,25 milhão de toneladas.
O levantamento do IBGE também evidencia a força do cooperativismo paranaense. Das 35,7 milhões de toneladas de capacidade de armazenagem do Estado, cerca de 18,5 milhões estão vinculadas às cooperativas, que mantêm 594 estabelecimentos armazenadores. A iniciativa privada responde por outros 769 empreendimentos e aproximadamente 12 milhões de toneladas de capacidade.
A armazenagem é considerada uma das etapas mais estratégicas da cadeia do agronegócio. A disponibilidade de espaço para guardar a produção após a colheita reduz gargalos logísticos, evita a concentração do transporte em curtos períodos, permite melhor planejamento da comercialização e contribui para reduzir custos operacionais.
SAFRA EM EXPANSÃO
O avanço da capacidade de armazenagem acompanha o crescimento da produção agrícola estadual. Segundo estimativa divulgada pelo IBGE, o Paraná deve colher 45,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, volume 20% superior ao registrado no ano anterior.
O 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta que a produção brasileira de grãos deve chegar a 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/2026. Caso o resultado se confirme, o Brasil baterá novo recorde, com uma alta de 1,8% na comparação com a safra anterior. O percentual corresponde a um aumento de 6,4 milhões de toneladas, ante ao ciclo 2024/25.
Segundo a entidade, ele se deve ao aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis. Com isso, a produtividade média nacional deverá ficar em 4.295 quilos por hectare.
(com informações da AEN e Agência Brasil)


