Paraná é 3º com menos fraudes on-line no País
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terça-feira, 08 de abril de 2014
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
O Paraná tem o terceiro menor índice de tentativas de fraudes sobre o volume de compras pela internet do País, mas o pior entre os três estados da região Sul, com 1,60%, segundo a Clearsale, empresa especializada na detecção de ações do tipo. O percentual se refere a negócios feitos com cartões de crédito de terceiros, prejuízo que fica para o lojista porque o consumidor que teve os dados roubados deve ser ressarcido pelo banco quando acusar o golpe.
A média do País foi de 3,66% e os maiores índices estão nos estados do Norte e Nordeste, com a liderança para Tocantins (6,51%). O coordenador de Projetos Corporativos da Clearsale, Gabriel Firer, afirma que o levantamento Tentativas de Fraude e Volume de Compras no Comércio Eletrônico Brasileiro em 2013 não investiga as causas dos números, mas ele acredita que se deve à crescente expansão do acesso a cartões de crédito nas duas regiões.
Firer diz que o fraudador costuma receber encomendas antes de o titular real do cartão receber a fatura. "O cliente tem de entrar em contato com o banco para pedir o dinheiro de volta e quem é cobrado é a loja", afirma o coordenador, que completa que a legislação brasileira prevê a responsabilidade para a empresa que fez a venda.
Como o prejuízo fica com o comerciante, ele diz que mesmo o índice de 1,60% do Paraná deve ser considerado alto. "Quando uma loja é surpreendida, os fraudadores se comunicam e vários golpes são aplicados em sequência no mesmo estabelecimento", conta Firer, relacionando o fato à fragilidade de segurança da loja.
A solução para operadores de comércio eletrônico é fazer a verificação do processo de compra, por meio de empresas de segurança on-line, ou pelo bloqueio durante a venda. Caso a compra tenha sido paralisada e não exista golpe, é comum o consumidor entrar em contato com a loja e apresentar mais dados. Ele diz que de 10% a 15% das compras com grandes varejistas passam por algum tipo de averiguação.
Conforme dados da Clearsale, o País teve 8 milhões de tentativas de fraudes do tipo em 2013. Dados nacionais divulgados no último dia 1º pelo Serasa Experian apontam que os golpes no e-commerce chegaram a R$ 500 milhões no ano passado, além de outros R$ 600 milhões pelo internet banking e mais R$ 1,2 bilhão com roubos de identidade.
Ainda conforme o Serasa, 30% dos usuários de cartões de crédito brasileiros já sofreram com fraudes, o que torna o País o quinto no ranking mundial, atrás de Estados Unidos (37%), México (37%), Emirados Árabes (33%) e Reino Unido (31%).
Orientações
O coordenador do Procon em Londrina, Rodrigo Brum, afirma que ainda que a responsabilidade sobre golpes recaia sobre lojistas e operadores de cartões, o consumidor pode se precaver contra dores de cabeça. Ele sugere cuidado com a exposição de dados bancários diante de terceiros e que as compras sejam feitas apenas em sites conhecidos. "Se mesmo assim cair em golpe, é preciso contestar a compra no banco, fazer a reclamação no Procon e, se possível, ir a uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência."



