Curitiba Nos últimos dois anos, o Paraná duplicou as exportações de frango, conquistando o posto de maior exportador de aves do País. Essa posição se consolidou desde o segundo semestre do ano passado, quando as exportações paranaenses superaram o desempenho do estado vizinho de Santa Catarina, que era até então o maior exportador.
No segundo semestre, o Paraná exportou 384 mil toneladas de carne de frango o que garantiu a liderança também nas vendas externas. No mesmo período, os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul exportaram 377 mil e 340 mil toneladas, respectivamente.
Mas na avaliação anual, Santa Catarina ainda exportou e faturou mais do que o Paraná no ano passado. O Paraná exportou 681,6 mil toneladas de carne de frango e faturou US$ 683,5 milhões, enquanto Santa Catarina exportou 718,2 mil toneladas de carne e faturou US$ 844,6 milhões. Essa situação deve mudar em 2005 quando o Paraná espera um crescimento de 15% na produção e exportação, afirmou ontem Domingos Martins, presidente do Sindicato dos Abatedouros e Empresas Avícolas do Paraná (Sindiavipar).
O quadro de produção e exportação de frango no Paraná vem passando por um crescimento constante, ''capitaneado pela entrada as cooperativas no setor'', avaliou Martins. Segundo ele, desde 2003 o Paraná é o maior produtor nacional de frangos com um abate de 80 milhões de cabeças por mês, o que representa cerca de 24% da produção nacional. Segundo o Sindiavipar, o Brasil atualmente é responsável por 43% do frango exportado no mundo.
De acordo com Martins, o Paraná vem sendo beneficiado pela liderança na produção e exportação de aves e também no faturamento. No ano passado, a receita obtida com as vendas externas aumentou 51%, passando de US$ 452,4 milhões para US$ 683,53 milhões. Em relação à 2002, a receita praticamente dobrou.
O presidente do Sindiavipar atribuiu o dinamismo alcançado pelo Estado à entrada das cooperativas que têm facilidades de financiamentos. E também à agilidade das médias empresas do setor com instalações de plantas modernas e elevado controle sanitário. ''Esses fatores atraem o importador''. Martins disse ainda que o importador identificou a facilidade de escoamento da produção do Paraná, que é servido por cinco portos a uma distância de 500 quilômetros. Além disso, o Paraná ainda detém 25% da produção nacional de grãos.''Temos soja e milho no nosso quintal''.
As vantagens do Estado já atraíram os chineses. Ontem, uma missão do Ministério da Quarentena da China esteve visitando as instalações de abates de frango da Coopavel, em Cascavel. Segundo Martins, as negociações entre chineses e a cooperativa paranaense já estão adiantadas e devem ser concretizadas em breve. ''As empresas avícolas estão de olho no mercado chinês, que está abrindo para as importações de frangos''.

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