Cláudia Lopes
De Londrina
O grupo italiano de automação industrial Camozzi definirá o local onde vai implantar a segunda unidade no País até o final deste ano. Os estados mais cotados são o Paraná e Santa Catarina. O Rio Grande do Sul também está sendo analisado, segundo o diretor da Camozzi no Brasil, Camilo Muradas Sotelo, que falou esta semana, por telefone, à Folha.
Ele disse que, apesar do grupo ter preferência por Santa Catarina, há a possibilidade da indústria ser instalada na região Norte do Paraná a fim de atender o pólo moveleiro de Arapongas. ‘‘Além da área têxtil ser forte em Santa Catarina, já temos um parceiro em Joinville’’.
A nova fábrica irá produzir componentes pneumáticos como cilindros, válvulas, acessórios, painéis de comando de controle, dispositivos especiais e manipuladores de linha de produção, gerando entre 30 e 40 empregos diretos. Serão investidos cerca de US$ 1,5 milhão na unidade, que deverá iniciar as operações no final do próximo ano.
Até 2003, o grupo pretende estar com quatro fábricas operando no Brasil, com investimentos de US$ 6 milhões. A primeira será inaugurada em novembro deste ano em Campinas (SP). ‘‘Vamos instalar a segunda no Sul do País para atender todos os países do Mercosul. A terceira será construída em Minas Gerais ou Espírito Santo para suprir as empresas de siderurgia daquela região e, a quarta, no Nordeste brasileiro’’, contou Sotelo. O grupo, que tem dez fábricas nos Estados Unidos, China, Itália e Alemanha, fatura anualmente US$ 1 bilhão e emprega 1,7 mil pessoas.
‘‘Já recebemos correspondência da prefeitura de Maringá listando os incentivos concedidos pelo município. Apesar dos incentivos serem importantes, vamos priorizar a logística da região’’, disse Sotelo. ‘‘Estamos conhecendo a infra-estrutura de alguns municípios nestes três estados. Queremos saber qual é a vocação industrial de cada região analisada’’. Sotelo esteve em Londrina duas vezes neste ano.

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