Paraná disputa indústria de peças automotivas
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sábado, 22 de janeiro de 2011
Andréa Bertoldi<br>Equipe da FOLHA 
O Paraná disputa com São Paulo uma nova indústria sueca fabricante de peças automotivas, a Leax, que já é fornecedora de algumas empresas brasileiras como a Volvo e a Scania. A decisão deve ser tomada no primeiro semestre deste ano, mas ainda não foram revelados o valor do investimento e o número de funcionários que serão contratados. Caso a indústria fique no Paraná, a preferência é por municípios da Região Metropolitana de Curitiba.
As negociações estão sendo intermediadas pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), onde representantes da empresa estiveram nesta semana. ''Nos sentimos muito bem acolhidos e recebemos informações importantes para a nossa escolha'', disse o representante comercial da Leax no Brasil, Odd Rorstad.
Segundo ele, há grandes chances de a empresa se instalar no Paraná. Rorstad informou que já está agendada para fevereiro a vinda dos executivos suecos Hans Jansson e Frank Johansen, líderes do projeto no Brasil. Eles serão recebidos por dirigentes da Fiep, do governo do Estado e prefeitura de Curitiba, para conhecer mais detalhes da realidade paranaense.
''Temos clientes no Brasil, inclusive aqui no Paraná, e queremos estar próximos destes clientes'', informou Rorstad, justificando o interesse do grupo em se instalar no Brasil. Além disso, o grupo sueco considera o Brasil um país com muito potencial de crescimento. Por isso, pretende investir aqui, além da Índia, que também está nos planos de expansão da empresa.
Segundo o vice-presidente da entidade, Hélio Bampi, o Paraná está há muitos anos com tímida atração de investimentos e este quadro precisa ser revertido. Existe a possibilidade de a empresa receber incentivos fiscais como dilação de prazo para recolhimento de ICMS e taxas diferenciadas de energia elétrica que são atrativos para companhias estrangeiras se instalarem no Estado.
Outro investimento
O Grupo Ipiranga pretende investir R$ 200 milhões no Paraná nos próximos cinco anos. A pretensão é expandir a rede de postos de combustíveis e modernizar a estrutura da empresa no Estado. Os planos foram apresentados ao governador Beto Richa nesta semana.
''O Paraná vive um momento muito favorável em sua administração, que se traduz no aumento da confiança por parte do mercado a realizar novos investimentos'', disse o diretor-presidente do grupo, Leocádio de Almeida Antunes Filho. O Paraná responde por 10% das vendas do grupo Ipiranga, com o faturamento de R$ 4 bilhões na sua rede de postos e lojas de conveniência. A empresa gera 11 mil empregos diretos e indiretos no Estado.


