Os governos do Paraná e de Santa Catarina travam uma briga silenciosa para tentar convencer a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) a investir na construção de unidade industrial. O investimento é de R$ 300 milhões e faz com que os dois Estados apresentem um leque de benefícios e incentivos para o maior grupo do setor na América Latina. A fábrica será constituída a partir de joint venture entre a CSN e a empresa mexicana Imsa Acero S.A.. A empresa quer iniciar operações no terceiro trimestre de 2000.
A união das duas empresas dará origem à CSN-Imsa Ações Revestidos S.A., fábrica que vai produzir e comercializar produtos siderúrgicos (laminados a frio, galvanizados, pré-pintados e materiais para a construção civil e indústria de utilidade doméstica). A CSN participa da empresa com 51% do capital total e a Imsa com 49%.
A Secretaria da Indústria, Comércio e do Desenvolvimento Econômico sugeriu à CSN dois municípios que poderiam absorver o investimento: Araucária (Região Metropolitana de Curitiba) e Paranaguá (Litoral). Há dois meses, executivos da CSN visitaram Paranaguá. Foi oferecido a eles o terreno que serviria para a construção de uma termoelétrica, cuja instalação foi descartada por tratar-se de área de preservação ambiental. O governo do Estado quer transformar a área em distrito industrial, procedimento que facilitaria a instalação da empresa.
O governo ainda aguarda a resposta da empresa. Por enquanto, a CSN confirma apenas a intenção de investir em um dos dois Estados, segundo informou ontem sua assessoria de imprensa. O Paraná teme perder o investimento para Santa Catarina, pois o senador e candidato ao governo do Estado Esperidião Amin (PPB) decidiu ‘‘jogar pesado’’ para atrair o investimento.

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