Curitiba - A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) no Estado lançou ontem uma pesquisa com os indicadores paranaenses de recursos humanos e de salários. O banco de dados foi formado a partir de informações de 24 empresas dos segmentos da indústria, comércio e serviços. A partir de fevereiro, o banco será atualizado e ampliado, informou o coordenador da pesquisa Francisco Gugik.
Com base nos indicadores, empresas e trabalhadores terão uma visão mais ampla de como anda o mercado e como eles podem se posicionar. As informações poderão ser importantes nas negociações coletivas e individuais e a base salarial poderá servir como referencial para outras empresas formularem suas políticas de recursos humanos, informou Gugik. Segundo ele, esse estudo pode inclusive balizar investimentos no Paraná de empresas sediadas em outros estados ou países.
A pesquisa traz informações sobre salários, estrutura das empresas, formação da mão-de-obra, e questões sindicais, jornada de trabalho, reclamações trabalhistas e rotatividade de pessoal, entre outros. Entre os benefícios concedidos, o estudo revela que 100% da indústria e do comércio e 83% das empresas do setor de serviços garantem alimentação a seus trabalhadores. A assistência médica é concedida por 100% das empresas dos três segmentos. Cerca de 70% das empresas se preocupam com o treinamento individual de seus trabalhadores.
A relação empresa e trabalhador também se torna mais transparente a partir dos indicadores, à medida que as empresas sabem o que podem oferecer ao trabalhador em termos salariais e o empregado sabe o que pedir numa solicitação de emprego. Muitas vezes o trabalhador não sabe nem o que pedir quando é questionado pelas empresas sobre salário, explicou o pesquisador.
A ABRH-PR e UnicenP, entidades que promoveram o estudo, ofereceram a pesquisa para 1.170 empresas, mas apenas 34 responderam no prazo estabelecido. Gugik acredita que para fevereiro de 2004 mais empresas deverão participar do banco de dados. A pesquisa revela ainda informações sobre formação de mão de obra por parte das empresas.
De acordo com Gugik, não é fácil para as empresas encontrarem mão-de-obra que se enquadra nos requisitos exigidas por ela. Por isso, muitas se conscientizaram que é mais barato formar mão-de-obra especializada a partir de seus quadros. ''Existem empresas que constituíram verdadeiras universidades corporativas e esse trabalho será revelado pelos indicadores'', afirmou.

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